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Brincadeiras Indígenas

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BRINCADEIRAS INDIGENAS

 

Que as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento da criança nós sabemos, mas os índios também já sabiam disso há muito tempo. As brincadeiras indígenas envolvem situações da vida cotidiana da tribo, vivencias próprias dos povos indígenas e aprendizagens observadas durante o tempo. Muitas das brincadeiras e jogos populares que fazemos hoje vêm das culturas indígenas, como, por exemplo, a peteca, pião, pega pega, cabo de guerra, dentre muitas outras, que com o tempo foram sofrendo modificações e atualizações com a chegada de novas culturas e variações e principalmente da tecnologia, que atualmente está inserida também nas tribos indígenas. Essas brincadeiras têm a finalidade de preparar o curumim (maneira que se chama uma criança em Tupi Guarani), para a vida de adulto na tribo, a maioria deles envolve o raciocínio lógico, força e muita coordenação motora.

Nas escolas, entretanto podemos adaptar as brincadeiras de acordo com a realidade de cada aluno inserido nela hoje, adequando as suas necessidades, sejam elas quais forem, para que todos aproveitem os jogos e brincadeiras da melhor maneira possível e se sintam confortáveis dentro do ambiente escolar. Alguns dos jogos e brinquedos são fabricados pelos próprios curumins para realizarem as brincadeiras, a criatividade está sempre sendo trabalhada, assim como a memória, a autonomia e agilidade, tais brincadeiras e jogos tem muito a oferecer para os que brincam, no ambiente escolar é de grande valia no processo ensino aprendizagem pois, auxilia e muito o professor na assimilação dos conteúdos que são passados aos alunos.

 

CONHEÇA ALGUMAS BRINCADEIRAS INDÍGENAS

PIÃO

O pião pode ser feito com semente de Tucumã, uma fruta típica da região amazônica, ou uma pequena cabaça. É feito pelos mais experientes da tribo para os mais novos brincarem. Com o tempo ele foi sendo adaptado e modificado, mas a essência da brincadeira ainda é a mesma, consiste em conseguir fazer o pião rodar no chão e demorar a parar, o que nas primeiras tentativas é muito difícil, já para os que possuem mais habilidades com o jogo, pode tentar pegá-lo do chão e rodar na ponta dos dedos ou na palma das mãos. Esse jogo estimula a força, coordenação motora, atenção e agilidade.

 

PETECA

 Peteca em Tupi significa tapear, que é exatamente o que fazemos com a peteca, tapeamos para que ela pule. Nas aldeias é feita com palha de milho, e são como bolas, como as que usamos para jogar “Queima ou Queimada”. Na escola pode- se fabrica as petecas com jornais, tecidos e barbantes, basta fazer bolinhas de jornal até que fiquem no tamanho da palma das mãos, cobrir com um pedaço de tecido, e amarrar com um pedaço de barbante para que fique bem firme. A peteca estimula a agilidade, força, coordenação motora, condicionamento físico, noção de espaço.

 

ARCO E FLECHA

 O arco e flechas são muito usados durante a caça dos índios, mas as crianças já utilizam os utensílios desde pequenas para treinar e claro se divertir. A tradição de fazer os próprios arcos e flechas é passada de geração para geração, dessa forma elas vão treinando para um futuro próximo quando finalmente poderão ir caçar com os adultos. O Arco e Flecha exigem força, habilidade, raciocínio lógico, condicionamento físico e noção do espaço.

 

 

ARTESANATO

 A ideia de fazer artesanatos veio dos povos antigos, os índios utilizam para fazer vasos, enfeites, colares, brincos, pulseiras, dentre diversos outros materiais, dentro da sala de aula o professor pode utilizar de materiais reciclados para fazer diversos tipos de artes como, por exemplo, um prato descartável pode se torna um quadro, copos descartáveis podem se tornar esculturas e garrafas pet podem se tornar flores. Essas atividades artesanais fazem com que o aluno desenvolva a coordenação motora fina, habilidades artísticas, exercitam a mente. 

 

 

PERNAS DE PAU

As crianças no geral adoram mostrar o quanto já estão grandes e fortes, com os indígenas não é diferente, elas saem em busca de um tronco de arvore reto do qual elas possam fabricar suas pernas de pau, depois de pronta o desafio maior é para quem consegue ficar mais tempo em cima das pernas de pau sem cair e percorrer a maior distância. As pernas de pau desenvolvem o equilíbrio, coordenação motora, agilidade, força e flexibilidade.

 

 

ARRANCA MANDIOCA

 Esta brincadeira é tradicional entre as tribos indígenas, as crianças se reúnem em fileiras, e se posicionam uma atrás da outra, a primeira criança vai ficar de frente para uma árvore, ela será o dono da roça de mandiocas, ele se agarra na árvore, todos irão se sentar no chão e abraçar a pessoa da frente com os braços e pernas, uma criança fica de fora da brincadeira, ou um adulto que se proponha a brincar, ele tentará tirar as mandiocas, que são as crianças, dali. O primeiro da fila da o sinal de que a brincadeira pode começar, ai a pessoa de fora tenta tirar as crianças até chegar ao dono da roça de mandiocas, o modo como elas podem ser retiradas varia, desde que não machuque o colega. Essa brincadeira envolve muito raciocínio, força, agilidade e flexibilidade.

 

BRINCADEIRA DO TUCUNARÉ

 A brincadeira surgiu da observação de um dos índios dos movimentos dos peixes, ele reparou que os menores ficaram na parte rasa do rio e os maiores no fundo. Para a brincadeira é preciso bastante crianças, paus são enfincados no chão e amarrados com um barbante para marcar os espaços das partes rasas das fundas, nos quadrados de dentro onde é o fundo ficam os peixes tucunarés, que são os maiores, ao redor deles o raso onde ficam os peixes pequenos. O objetivo é os peixes tucunaré pegarem os peixinhos pequenos e levarem consigo para o fundo do rio, mas eles não podem sair do lado fundo do quadrado para isso, a brincadeira é bem divertida, faz com que o raciocínio lógico trabalhe bastante, a coordenação motora, agilidade, condicionamento físico e noção de espaço.

 

CAMA DE GATO

 Para essa brincadeira indígena será necessário um pedaço de barbante ou corda fina com as duas extremidades unidas, é preciso o mínimo de duas pessoas para brincar, com o barbante vão de formando desenhos por conta das voltas que o barbante faz nos dedos e nas mãos da pessoas, depois a outra pega da maneira q esta e faz um outro desenho, é preciso muita criatividade, raciocínio, coordenação motora e agilidade para essa brincadeira.

 

 

CABO DE GUERRA

Para os índios esse jogo é uma maneira de saber quais são os índios mais fortes e bem preparados da tribo, a força para eles é muito importante, podem ser constituídos de equipes masculinas ou femininas. É preciso muita força, noções de liderança, coordenação motora, nesse jogo.

 

 

 

 

CORRIDA DO SACI

 Aqui o jogador deve correr num pé só, como o Saci, não pode troca de o pé, é feita uma linha no chão para definir onde será a largada e onde será a chegada, de uns 100 metro mais ou menos de uma a outra. Se o jogador conseguir ultrapassar é um vencedor, caso ele não consiga é sinal que precisa treinar mais é preciso muita coordenação motora, agilidade e força para essa brincadeira.

 

 

 

 

O GAVIÃO E OS PASSARINHOS

Nesse jogo um dos participantes será o gavião, ele irá desenhar a areia ou na quadra uma árvore bem grande, com vários galhos (o que pode ser feito com a ajuda de um adulto ou professor), as outras crianças serão os passarinhos, cada um deles irá escolher um galho da árvore desenhada e se sentar lá. Depois o gavião irá sair para caçar os passarinhos, que deverão sair dos seus galhos batendo os pés no chão, para provocar o gavião, os passarinhos devem desviar do gavião e não serem pegos, quando um deles for capturado deverá ficar em algum lugar escolhido pelo gavião. Vence a brincadeira quem for capturado por ultimo. Para essa brincadeira as crianças precisam de muita coordenação motora, agilidade, raciocínio, noção de espaço.

 

As crianças indígenas assimilam conteúdos de uma maneira diferente dos adultos, as brincadeiras servem como um apoio nesse momento de aprendizagem do aluno, as brincadeiras indígenas são muito bem vindas e aprendidas com facilidade pelos alunos, é nesse período que os alunos estão a todo vapor na fase do aprender e tais jogos e brincadeiras podem contribuir para uma melhor assimilação da matéria dada pelo professor, crescimento enquanto pessoa, desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento motor, benefícios para a saúde das crianças, força, agilidade, por exemplo.

Através das brincadeiras indígenas a criança é estimulada a se desenvolver, incluindo o seu equilíbrio, coordenação motora e raciocínio lógico, esses estímulos permitem que a criança adquira conhecimentos benéficos que os ajudaram em um futuro próximo, as indígenas elas são preparadas para serem os chefes da tribo, a caçar, plantar e colher, são ensinadas através das brincadeiras a como fazer os trabalhos depois de adulto, assim professor deve incentivar seus alunos ao máximo para fazer com que eles pratiquem e brinquem, dentro e fora da escola, à família também é um ponto importante, pois ela ajudará no desenvolvimento da criança e por consequência os laços familiares serão fortalecidos, tornando a criança muito mais saudável psicologicamente e corporalmente também.

Autora: Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

 

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