EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA

educação especial inclusiva

Para começarmos a falar de Educação Especial Inclusiva, é preciso que antes tenhamos um pequeno e simples embasamento histórico para titulo de conhecimento.

Vamos entender como tudo começou?

E no início…

EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA DO INÍCIO

No inicio da educação, a educação especial era tratada como algo diferente e para alguns utópico, entretanto alguns desbravadores da educação tornaram-na possível com uma atenção especial sobre o assunto, porém como nem tudo são flores em sua maioria as pessoas deixavam mais o preconceito falar, então geralmente as pessoas com deficiências não eram bem aceitas, bem vistas, nem eram consideradas humanos em alguns casos.

Com o passar dos anos e evolução das sociedades, começaram a excluir a pessoa nascida com alguma deficiência, na idade média, eles acreditavam que a criança nascida com deficiência era fruto de uma ação demoníaca, sendo visto pela igreja como um castigo, em alguns locais era até aceito o assassinato dessas crianças para que seus pecados fossem embora, com o passar dos anos tal ato foi proibido e esquecido, porém aqueles que possuíssem alguma deficiência ainda sim eram excluídos e esquecidos, por ser diferente dos que eram normais.

Instituto Nacional de Educação de Surdos- INES

Com o passar dos anos mudanças sobre os conceitos e preconceitos da pessoa com deficiência foram sendo modificado, Dom Pedro II criou no Brasil instituições para pessoas com diferentes necessidades como, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, hoje recebe o nome de Instituto Benjamin Constant- IBC e o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos, hoje recebe o nome de Instituto Nacional de Educação de Surdos- INES, as instituições ofereciam o ensino das letras, ciências, religião e alguns trabalhos manuais e tinham por objetivo inserir os alunos na sociedade brasileira.

educação especial inclusiva

Com o passar dos anos a educação especial inclusiva foi se modificando, evoluindo e algumas vezes retrocedendo, no ano de 1954 foi inaugurada a “Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais”, a APAE, que segue seu trabalho até os dias atuais, que tem um nome carregado pelo preconceito da época:

  • Excepcional – que é fora do comum, que ocorre além dos limites do estabelecido ou do que é normal, frequente ou corriqueiro.

A partir da década de 50 a inclusão começou a ser um alvo mais forte para as pessoas que defendiam os direitos iguais para todos, no Brasil o ensino estava passando por reformas, por conta do sistema tecnicista, onde as pessoas com deficiências ou dificuldades de aprendizagem não se encaixavam completamente nesse novo sistema que visava lucros, sem exigir muito do aluno desde que ele pudesse trabalhar e garantir frutos, ainda sim os institutos para pessoas surdas e cegas funcionavam e ao que parecia muito bem para a tecnologia e conhecimento da época.

Por conta de um triste fato, a segunda guerra mundial, diversos soldados tornaram-se deficientes físicos, por conta das mutilações da guerra a Europa começou a realizar estudos sobe como integrar e incluir esses soldados de volta a sociedade, começa a partir daí um grande trabalho de inclusão mundial, pois as ideias da Europa e América, dominavam o mundo.

Educação Especial Inclusiva Década 60/70

Foi apenas a partir da década de 60/70 mais ou menos que a inclusão começou a tomar proporções realmente consideráveis aqui no Brasil, cuja sua origem está vinculada aos direitos humanos e a garantia do mesmo. Em 1994 a Declaração de Salamanca, realizada e concretizada por 92 países e mais 25 organizações não- governamentais que estavam presentes na conferencia produzida pela UNESCO, no dia 7 de Junho de 1994, trouxe para dentro da escola o que de fato era uma educação inclusiva.

Os alunos com necessidades educacionais especiais teriam agora a oportunidade de finalmente ter o seu lugar na sociedade, a declaração ampliou o significado do termo, assim todas as crianças que não estão conseguindo se beneficiar da escola, seja por dificuldades temporárias; repetindo o ano letivo; vítimas de guerra ou conflitos armados; abusos físicos; deficiências terão o seu ensino garantido da mesma forma.

Segundo o que a própria Declaração de Salamanca diz a escola é um local onde todas as crianças devem aprender juntas, seja qual for a sua dificuldade ou diferença, ela precisa estar apta e bem organizada para receber todos os tipos de alunos que a sociedade atual tem, e respeitá-las por isso, assim a escola se tornará realmente inclusiva.

Educação Especial, o que é?

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O Artigo 58 da Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional- LDBEN 9394/96 –, afirma que a Educação Especial é uma modalidade de ensino voltada para os alunos que possuem alguma deficiência, transtorno, dificuldade de aprendizagem, tenha o seu ensino na rede regular garantido e assegurado.

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013).

Educação Especial e Seus Atendimentos

Ou seja a Educação Especial se ocupa do atendimento e ensino de pessoas com deficiências, transtornos globais e até mesmo altas habilidades,  ela está apta a para atender os alunos com determinadas necessidades, e possui os profissionais adequados para esses atendimentos como:

  • Psicólogos;
  • Psicopedagogos;
  • Fonoaudiólogos;
  • Médicos;
  • Professores especialistas;
  • Educador físico;
  • Fisioterapeuta;
  • Terapeuta ocupacional;

Que irão trabalhar para garantir esse atendimento da melhor maneira possível.

A Educação Especial inclusiva proporciona as ferramentas corretas para a evolução dos seus alunos, inserindo-os nos meios sociais de maneira natural, auxiliando no seu desenvolvimento pessoal e educacional. Ela proporciona também os meios para que o aluno consiga compensar a sua deficiência, assim o estudante consegue realizar o seu processo de aprendizagem no seu tempo e no seu ritmo, o que é de suma importância, todos aprendem de uma maneira diferente, na educação especial é de suma importância que se tenha essa ciência, pois os alunos ali aprenderam em diferentes tempos e ritmos, de acordo com a sua capacidade.

Inclusão o que é?

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A ideia básica para que se haja inclusão é que antes foi realizada a exclusão, pratica que não ocorre de hoje como vimos de forma rápida do início do texto, à exclusão de pessoas por serem simplesmente diferentes do que os padrões sociais consideram normais, ocorrendo devido às praticas e valores culturais do homem, ocorrem até os dias atuais, com qualquer tipo de pessoa que seja considerada diferente.

Os padrões de beleza são um grande exemplo disso, e sabemos que não é assim, cada pessoa tem a sua essência e a sua beleza, não é preciso seguir um padrão pré- determinado por alguém, que provavelmente não se encaixa nesse padrão para se sentir incluído na sociedade.

Incluir significa trazer para perto, juntar, inserir, e para que isso de fato aconteça é preciso que haja antes uma quebra de paradigmas, de preconceitos e da própria exclusão, ninguém é melhor do que a outra pessoa, todos são iguais.

A Educação Especial Inclusiva

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A Escola é um instrumento transformador da sociedade, é o local do qual lidamos com todos os tipos de pessoas, com todos os tipos de diferenças, com tipos os tios de raças, religiões enfim, é o local mais inclusivo e acolhedor que somos inseridos no início de nossas vidas e por isso mesmo é um dos ambientes mais maravilhosos para o ser humano estar inserido e se resume em uma educação especial inclusiva.

Ela trás o conforto de que o ser diferente é bom e é sim normal, e isso deve engrandecido, afinal é um fato de que nunca seremos iguais, temos que saber lidar com as diferenças e respeitá-las. 

Educação Especial Inclusiva x Inclusão e Acolhimento

As pessoas que possuem alguma diferença, deficiência ou necessidade educacional especial, devem ser incluídas e acolhidas como todos os outros alunos, no contexto da aprendizagem o professor irá ensinar a mesma coisa para ela em sala de aula, mas de modo diferente:

  • Adequar o Currículo

O professor irá adequar o currículo, que é flexível e passível de mudanças, para a capacidade de aprendizagem desse aluno, caso ele tenha alguma deficiência mental, ira passar a matéria de acordo com o que ele consiga fazer, com um pequeno esforço a mais, para que ele consiga acompanhar a turma de acordo com a sua capacidade, caso o aluno seja superdotado, por exemplo, o professor irá aprofundá-lo um pouco mais no assunto, para que ele não fique entediado o final, por exemplo, o professor pode apresentar a ele uma curiosidade sobre o assunto, despertando ainda mais o seu interesse, qualquer que seja a necessidade professor e a equipe escolar são as peças principais para que de fato esse aluno aprenda.

  • Ao professor

Cabe ao professor, a escola, a família, e a comunidade também o incrível papel de ensinar os alunos, de mostrar que a exclusão é algo difícil e ruim e que a inclusão é a melhor opção dentro e fora do ambiente escolar, à família precisa estar participando desse processo sim, a inclusão é o melhor a se fazer.

Mesmo com os atuais problemas educacionais que temos é possível contribuir com um bom ensino as crianças e jovens, e é na escola que eles sentiram na pele o que é estar inserido em uma sociedade onde, ninguém é igual, e as diferenças são valorizadas e respeitadas, e isso é ótimo, afinal, no mundo lá fora eles irão encontrar todos os tipos de pessoas, e precisam respeitá-las, como também serão respeitados.

 

Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

Referência:

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- 9394/96. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11687013/artigo-58-da-lei-n-9394-de-20-de-dezembro-de-1996

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