Esquema corporal na educação infantil

Esquema corporal na educação infantil

Esquema corporal na educação infantil

O que venha a ser esquema corporal na educação infantil?

O Esquema corporal na educação infantil é a consciência do corpo como meio de comunicação consigo mesmo e com o meio ao qual convive. Um bom desenvolvimento do esquema corporal pressupõe uma boa evolução da motricidade, das percepções espaciais e temporais, e da afetividade.

O conhecimento adequado do esquema corporal na educação infantil engloba a Imagem corporal e o Conceito corporal, que podem ser desenvolvidos com atividades que favoreça:

  • o conhecer do corpo como um todo;
  • o conhecer do corpo segmentado;
  • o controle dos movimentos globais e segmentados;
  • o equilibrar estático e dinâmico;
  • o expressar corporal harmônico.

Conforme define a pedagogia esquema corporal na educação infantil é a representação global que a criança tem do próprio corpo, sendo este elemento básico e indispensável para a formação da personalidade de qualquer criança. Uma vez que a figura do corpo humano é a representação de nosso corpo, de como este é formado em nossa mente e a forma pela qual o corpo se apresenta para nós.

É através das informações visuais, táteis, auditivas e cinestésicas  reunidas no cérebro que o corpo realiza a composição da memorização de todas as partes do corpo e de suas possíveis experiências de movimentos, agradáveis ou desagradáveis.

O desenvolvimento do esquema corporal na educação infantil, depende da criança de sua maturidade neurológica e das experiências que esta criança já viveu. Isso porque todo processo do esquema corporal é iniciado antes do nascimento e desenvolvido com a maturação da pessoa.

A criança até os três primeiros anos de idade tem esquema corporal desenvolvido qual a capacidade de mover a cabeça quando descobre suas mãos pés quando endireita a cabeça ou move-se de um lado para o outro, quando começa a andar e assim por diante.

Já dos 3 aos 7 anos a criança vai desenvolvendo a coordenação dos movimentos e a estruturação de seu esquema corporal. A partir dos 7 anos é perceptível a capacidade da criança de perceber que tem controle dos seus músculos e da respiração.

A partir dos 12 anos a consciência que criança tem das partes do corpo e dos movimentos é total, evoluindo para elaboração definitiva e neurológica do esquema corporal conquistando assim sua autonomia e já pode, portanto, planejar as ações antes de executá-las.

Esquema Corporal e imagem corporal

Esquema corporal na educação infantil

 

  • Imagem corporal

A imagem corporal pode ser considerada como a forma que representamos o nosso corpo para nós mesmos, é a imagem mental que fazemos de nosso corpo, isso significa que esta imagem está carregada de experiências pessoais e por isso passa por constantes transformações baseadas na forma como agimos e sentimos.

A imagem corporal se constrói da mesma forma em que se destrói, está sempre se modificando para se adaptar ao meio, sua estruturação depende das suas relações com o outro ou com objeto já sua construção depende do contato do corpo com o mundo, que pode aceitá-lo ou rejeitá-lo definindo assim, a identidade da pessoa, baseada, não somente em memórias e experiências, mas também em intenções, tendências e aspirações.

Entretanto,  a imagem corporal pode ser confundida com a imagem visual do corpo o que seria um conceito equivocado do ponto de vista humanista e psicomotor, pois apresenta um aspecto sensorial específico.

Temos como exemplo desta diferenciação: ao olharmos no espelho vemos o nosso reflexo, a nossa aparência corporal como as pessoas nos veem isso é imagem visual do corpo, e quando fechamos nossos olhos tentando visualizar a nossa aparência, geralmente não conseguimos ver o que as pessoas veem isso é uma representação mental que varia de acordo com o que sentimos.

O termo imagem corporal, com base na psicomotricidade e áreas afins, refere-se à imagem ou representação mental, que abrange aspectos afetivos, sociais e fisiológicos.

  • Esquema corporal

Mas o esquema corporal está intimamente ligado à imagem do corpo, porém sua estruturação ocorre de acordo com o uso que fazemos de suas partes, pode-se dizer que o esquema corporal é construção mental funcional que o indivíduo faz de seu corpo, enquanto que a imagem corporal é a representação mental do corpo relacional que deve a sua estruturação à vivência afetiva.

É importante ressaltar que o esquema corporal fica sempre em permanente evolução adaptativa e também se modifica pelo resto da existência do indivíduo.

Existem algumas etapas para o desenvolvimento do Esquema Corporal:

  • O corpo vivido: as experimentações do próprio corpo.
  • O conhecimento das partes do corpo: quando a criança aprende ou toma consciência de cada parte de seu corpo.
  • A orientação espaço-corporal: quando a criança tem a percepção ou noção de posição do seu corpo em relação ao espaço.
  • Organização espaço-corporal: quando a criança consegue exercitar as possibilidades corporais como coordenação, equilíbrio, entre outras.
  • Expressão através do corpo de ação, sentimento, emoção.

Para que o processo de formação do esquema corporal ocorra de maneira equilibrada, é necessário certo nível de maturidade dos neurônios que só é alcançado depois de vencidas as etapas do desenvolvimento infantil. A evolução da etapa da percepção da imagem corporal acontece paralelamente ao desenvolvimento do indivíduo.

Contudo, esquema e imagem corporal são componentes distintos do desenvolvimento psicomotor, mas estão inter-relacionados, pois reconhecer e sentir não existe em separado.

Esquema corporal atividades

Esquema corporal na educação infantil

O esquema corporal da criança deve ser trabalhado nas Atividades de Educação Infantil e de Ensino Fundamental 1 principalmente para que a criança possa ter consciência de seu próprio corpo.

Segue algumas ideias de esquema corporal em atividades;

O primeiro passo para a realização das atividades do esquema corporal é a conscientização das crianças.

  • Jogue com uma bola grande. Incentive os alunos da Educação infantil a chutarem a bola, usando um pé e depois o outro. Então jogue a bola e pegue também.
  • Trabalhar a música da Xuxa Cabeça, joelho e pé, Cante com seus alunos a música e faça as ações juntamente com as crianças.
  • Para ensinar as relações espaciais, trabalhe com esta atividade: peça ao aluno individualmente para que fique na frente de uma cadeira, atrás de uma cadeira, ao lado da cadeira, em cima da cadeira, e agache-se sob a cadeira.
  • Para desenvolver a lateralidade das crianças, peça para que fiquem de joelhos no chão, depois instrua-os a girar para o lado direito com a mão levantada, e depois girar o corpo com a mão esquerda, depois com a perna direita, etc.
  • Brinque com os alunos de sombra! Diga que a partir de agora eles serão sua sombra e imitarão todas as suas ações enquanto você anda e executa ações simples (ou seja,andando no lugar, andando pela sala, movendo os cotovelos até o joelho, levantando os braços acima da cabeça, etc).

O Esquema corporal, que nada mais é que o conhecimento e a representação do próprio corpo, tem papel fundamental nas relações entre o mundo interior e o mundo exterior. Assim a criança aprende a conhecer as diferentes partes de seu corpo, a saber qual a função de cada uma e a senti-las. Depois, conquista a autonomia aprendendo a planejar e executar o que pensa através dos movimentos.

Sequência didática esquema corporal educação infantil

Esquema corporal na educação infantil

Para a realização de uma sequência didática trabalhando o esquema corporal na educação infantil primeiramente vamos conhecer o nosso corpo, diferenciando cada uma de suas partes por meio do movimento.

Os movimentos podem ser realizados de forma independente e interdependente, com os diversos segmentos corporais, reconhecendo os sentidos e definindo sua dominância lateral.

Para facilitar a sequência didática esquema corporal educação infantil, podemos dividir o corpo humano em três partes:cabeça, tronco e membros.

Na cabeça temos a face, formada por olhos, cílios, sobrancelha, nariz, boca (com lábios, dentes e língua), queixo e orelhas; e também o nosso cabelo. Dentro da cabeça, temos o cérebro, que é uma estrutura muito importante para a nossa sobrevivência. Graças a ele podemos aprender diversas coisas, como uma nova matéria da escola, e também andar, falar, nos equilibrar, dentre outros exemplos.

No tronco temos o pescoço, o tórax (a região em que fica o peito), o abdome (onde está localizada a barriga) e as costas. A garganta, o coração, os pulmões, o estômago, o fígado, os rins, a bexiga, os intestinos e alguns outros órgãos são encontrados no tronco.

Quanto aos membros, temos os:

– Membros superiores, formados pelos braços, antebraços, mãos e cinco dedos;
– Membros inferiores, formados pela coxa, perna, pé e calcanhar e cinco dedos.
Graças aos membros podemos nos locomover, pegar objetos, correr, brincar, abraçar, e executar outras infinitas ações.

Há pessoas que não possuem uma ou outra parte do corpo. Algumas já nasceram assim e outras, por algum acidente ou problema de saúde, deixaram de ter tais regiões. Em razão disso, são consideradas deficientes físicos, ou melhor: portadores de necessidades especiais.
Todos os deficientes físicos merecem o nosso respeito e consideração. Eles devem ter prioridade em filas, vagas de estacionamento reservadas, e o espaço das cidades e demais locais adaptados (como rampas nas calçadas, elevadores, assentos especiais, dentre outros). Devemos respeitar esses espaços destinados a eles, já que podem ter mais dificuldades em determinadas tarefas do que aquelas pessoas que não são portadoras de necessidades especiais.

Muitos deficientes levam uma vida normal, desempenhando diversas atividades com perfeição. Por isso no ambiente escolar é muito importante a interação e a inclusão de pessoas com deficiência, ensinando as crianças que a falta de algum membro não impede os pequenos de levarem uma vida comum.

No dia a dia escolar o educador deverá aprimorar a sequência didática esquema corporal educação infantil, observando as dificuldades encontradas pelas crianças ao desenvolver as atividades propostas, uma vez observada esta dificuldade e não sanada, o professor deverá solicitar a ajuda de alguns profissionais como psicopedagogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeutas entre outros que mais de enquadram na dificuldade vivenciada na escola.

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