Home Atividades Datas Comemorativas Folclore Brasileiro Lendas

Folclore Brasileiro Lendas

20 min read
0
0
158

FOLCLORE BRASILEIRO LENDAS

O folclore brasileiro é o sinônimo da cultura popular brasileira, não se sabe ao certo as suas origens, o seu estudo só começou a ser difundido de fato em meados do século XIX quando o romantismo, período onde as diferenças e as singularidades eram prestigiadas, imperava na literatura brasileira.

Diversas culturas contribuíram para que o folclore brasileiro viesse a ser tão rico e diversificado, como as culturas indígenas, africana e portuguesa.

O estudo do folclore com o passar dos anos foi sendo aprofundado, diversos artistas lutaram para que o mesmo fosse reconhecido culturalmente no país, Cecília Meireles, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e Villa Lobos são alguns dos nomes que defenderam e lutaram pelo folclore brasileiro.

Tem uma característica de cultura popular, representa á população, com suas diferentes histórias e referências culturais, o folclore possui diversas variantes regionais e locais fazendo com que cada lenda ou costumes contados sejam únicos.

O Brasil possui um folclore riquíssimo que inclui:

  • Mitos;
  • Lendas;
  • Contos populares;
  • Ritos e cerimônias religiosos e sociais;
  • Brincadeiras;
  • Provérbios;
  • Adivinhações;
  • Receitas de comidas;
  • Vestuário e adornos;
  • Orações;
  • Encantamentos;
  • Danças;
  • Cantorias;
  • Gírias;
  • Apelidos de pessoas e de lugares;
  • Desafios;
  • Trava-línguas;
  • Festas;
  • Encenações;
  • Artesanato;
  • Medicina popular;
  • Os motivos dos bordados;
  • Música instrumental;
  • Canções de ninar e roda;
  • Maneiras de criar;
  • Chamar e dar comandos aos animais;
  • Expressões próprias da vida em cidades;
  • Lendas urbanas;
  • reclames;
  • Símbolos;
  • Modelos de arquitetura e urbanismo;
  • Dentre muitas outras características do folclore no Brasil.

Diversas festas brasileiras possuem influências folclóricas como o carnaval, festa junina, festa do divino e claro as lendas.

A mescla das diferentes culturas presentes no Brasil proporcionou uma grande variedade de lendas e diversas modificações nas mesmas, no século XIX quando o folclore começa a ser estudado com mais entusiasmo as lendas eram retratadas em formas de poemas, livros e pinturas, é neste período que o autor Monteiro Lobato publica suas obras infantis, como o Sítio do Pica-Pau Amarelo, onde trazia consigo diversas lendas e seus personagens, tornando-se no século seguinte série de televisão.

AS LENDAS

As lendas são histórias importantes do folclore e recebem uma atenção especial na cultura, geralmente são passadas de geração a geração e já sofreram diversas mudanças através dos tempos e culturas.

CURUPIRA

Também é conhecido como Caipora, Caiçara, Caapora, Anhanga ou Pai-do-mato, todos esses nomes identificam uma entidade da mitologia tupi-guarani, um protetor das matas e dos animais silvestres.

É representado por um anão de cabelos vermelhos e com os pés virados para trás, para fazer as pessoas que entram no mato se perderem. Monta num porco do mato e castiga todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas dizem ser obra do curupira.

Os índios, para agradá-lo, deixavam oferendas nas clareiras, como penas, esteiras e cobertores. Também se dizia que uma pessoa deveria levar um rolo de fumo se fosse entrar na mata, para lhe oferecer caso o encontrasse, dessa forma ele ajudaria a pessoa perdida a sair da mata sã e salva. Sua presença é relatada desde os primeiros tempos da colonização.

 

MACAXEIRA OU MANDIOCA

Um mito indígena que conta a história da índia Mara, filha de um cacique, que vivia sonhando com o amor e um casamento feliz. Certa noite adormeceu e sonhou com um jovem loiro e belo que descia da Lua e lhe dizia que a amava. Mara apaixonou-se, mas logo o jovem desapareceu de seus sonhos, e embora virgem, percebeu que estava esperando um filho.

Deu à luz uma graciosa menina, de pele branca e cabelos loiros, a quem chamou Mandi. Em sua tribo foi adorada como uma divindade, mas adoeceu e acabou falecendo logo.

Mara sepultou a filha em sua oca (casa onde moram os índios) e, inconsolável, de joelhos, chorava todos os dias sobre a sepultura, deixando cair leite de seus seios, para que a filha revivesse. Um dia brotou ali um arbusto, cavando a terra, Mara encontrou raízes muito brancas, brancas como Mandi, que, ao serem raspadas, exalavam um aroma agradável.

Todos entenderam que criança viera a Terra para alimentar seu povo.

 

LOBISOMEM

A Lenda que aparece em várias regiões do mundo teve sua origem na Europa, trata-se da desgraça de um homem que tem sua natureza humana fundida com a de um lobo periodicamente, sob influência da lua cheia.

Nesta condição ele é uma criatura feroz que ataca pessoas, e posteriormente não se lembra dos ataques, seu ponto fraco é a prata. Ele pode ser o resultado de um pacto de alguém com as forças do mal ou nasceu na condição de sétimo filho homem de seus pais.

 

 

 

VITÓRIA- REGIA

Lenda tem sua origem na tribo indígena origem tupi-guarani, conta que no começo do mundo toda vez que a Lua se escondia no horizonte ia visitar suas virgens prediletas. Se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história.

Quando todos iam dormir e a Lua andava pelo céu, Naiá subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse e a transformasse em estrela. Fez isso por longo tempo, e chorava porque a Lua não a notava. Certa noite, em prantos à beira de um lago, Naiá viu refletida nas águas a imagem da Lua.

Pensado que ela, enfim viera buscá-la, Naiá atirou-se nas águas e nunca mais foi vista compadecida, a Lua resolveu transformá-la em uma estrela diferente, a “Estrela das Águas”, a planta vitória régia, cujas flores brancas e perfumadas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.

SACI

O Saci Pererê é um menino negro de uma perna só, e, conforme a região, é um ser maligno, benfazejo ou simplesmente brincalhão. Está sempre com seu cachimbo, e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos.

Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso, adora espantar cavalos, queimar a comida e acordar pessoas com gargalhadas. A lenda também diz que o Saci se manifesta como um redemoinho de vento e folhas secas, e pode ser capturado se lançarmos uma peneira ou um rosário sobre o redemoinho e colocarmos em uma garrafa.

Se alguém tomar-lhe a carapuça, tem um desejo atendido. Se alguém for perseguido por ele, deve jogar cordões com vários nós em seu caminho, pois ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.

 

BOTO

Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. O boto é representado por um homem jovem, bonito, charmoso e com ouro nos dentes que encanta mulheres em bailes e festas.

Após ele as conquistar, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio e se transforma em boto novamente.

 

 

 

IARA

 

 

No princípio, a Iara se chamava Ipupiara, um homem-peixe que levava pescadores para o fundo do rio e os devorava.

No século XVIII ocorreu uma mudança na lenda por conta das influencias de outros povos e países e o Ipupiara se tornou a sedutora sereia Iara, que enfeitiça os pescadores com sua beleza e canto e os leva para o fundo das águas.

Por vezes ela assume a forma humana completa e sai em busca de suas vítimas.

 

 

MULA SEM CABEÇA

A versão mais conhecida da lenda da mula sem cabeça é a de uma mulher, que se apaixona e seduz um padre, em consequência ela sofre a maldição de se transformar nesse monstro em cada passagem de quinta para sexta-feira, em uma encruzilhada.

Outra versão fala que se nascesse uma criança desse amor proibido, e fosse menina, viraria uma mula sem cabeça; se menino, seria um lobisomem.

A Mula percorre sete povoados na noite de sua transformação e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, a Mula sem cabeça, de acordo com quem já as histórias, mostra-se como um animal completo, que lança fogo pelas narinas e pela boca, onde tem freios de ferro, se ouvida de longe parece chorar como um ser humano em meio a muita tristeza. 

Diz à lenda que se alguém lhe tirar os freios o encanto se quebrará ou também que lhe fira de alguma maneira, mas tem que sair pelo menos uma gota de sangue, ai a maldição estará desfeita.

 

O professor pode trabalhar as lendas de diversas formas dentro da sala de aula, podendo fazer um projeto a longo prazo e elaborar as atividades de acordo com o tempo que terá e as atividades que deseja fazer junto com os alunos, pode utilizar, gibis, vídeos da internet, brincadeiras, músicas, danças, bonecos, desenhos dentre outros materiais que o auxiliarão nas atividades.

O professor deve explicar para os alunos que as lendas são tradições orais que misturam fantasia com realidade, quem fazem parte da cultura do nosso país e que sofreram diversas modificações para ficar como esta hoje.

Durante as atividades o professor pode perguntar aos alunos se eles tem medo de algum personagem folclórico, se eles tem algum preferido, se eles gostaram das histórias, o professor pode pedir para que os alunos a reescrevam, atuando caso a turma não seja alfabetizada como escriba, fazendo com que eles trabalhem em grupos e aprendam de uma forma divertida e gostosa.

Autora: Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

Sugestões de atividades:

Adivinhas Folclóricas

Brincadeiras Folclóricas

Brincadeiras populares

Folclore Brasileira Vídeo de Lendas

 

Summary
Review Date
Reviewed Item
Professores Heróis
Author Rating
51star1star1star1star1star
Carregar mais artigos relacionados
carregar mais Professor
Carregar mais Atividades Datas Comemorativas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Além disso, verifique

Atividades Lúdicas para Educação Infantil

Atividades Lúdicas para Educação InfantilEncontre Neste Artigo:1 Atividades Lúdicas para E…