Folclore Brasileiro Lendas

FOLCLORE BRASILEIRO LENDAS

O folclore brasileiro é o sinônimo da cultura popular brasileira, não se sabe ao certo as suas origens, o seu estudo só começou a ser difundido de fato em meados do século XIX quando o romantismo, período onde as diferenças e as singularidades eram prestigiadas, imperava na literatura brasileira.

Diversas culturas contribuíram para que o folclore brasileiro viesse a ser tão rico e diversificado, como as culturas indígenas, africana e portuguesa.

O estudo do folclore com o passar dos anos foi sendo aprofundado, diversos artistas lutaram para que o mesmo fosse reconhecido culturalmente no país, Cecília Meireles, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e Villa Lobos são alguns dos nomes que defenderam e lutaram pelo folclore brasileiro.

Tem uma característica de cultura popular, representa á população, com suas diferentes histórias e referências culturais, o folclore possui diversas variantes regionais e locais fazendo com que cada lenda ou costumes contados sejam únicos.

O Brasil possui um folclore riquíssimo que inclui:

  • Mitos;
  • Lendas;
  • Contos populares;
  • Ritos e cerimônias religiosos e sociais;
  • Brincadeiras;
  • Provérbios;
  • Adivinhações;
  • Receitas de comidas;
  • Vestuário e adornos;
  • Orações;
  • Encantamentos;
  • Danças;
  • Cantorias;
  • Gírias;
  • Apelidos de pessoas e de lugares;
  • Desafios;
  • Trava-línguas;
  • Festas;
  • Encenações;
  • Artesanato;
  • Medicina popular;
  • Os motivos dos bordados;
  • Música instrumental;
  • Canções de ninar e roda;
  • Maneiras de criar;
  • Chamar e dar comandos aos animais;
  • Expressões próprias da vida em cidades;
  • Lendas urbanas;
  • reclames;
  • Símbolos;
  • Modelos de arquitetura e urbanismo;
  • Dentre muitas outras características do folclore no Brasil.

Diversas festas brasileiras possuem influências folclóricas como o carnaval, festa junina, festa do divino e claro as lendas.

A mescla das diferentes culturas presentes no Brasil proporcionou uma grande variedade de lendas e diversas modificações nas mesmas, no século XIX quando o folclore começa a ser estudado com mais entusiasmo as lendas eram retratadas em formas de poemas, livros e pinturas, é neste período que o autor Monteiro Lobato publica suas obras infantis, como o Sítio do Pica-Pau Amarelo, onde trazia consigo diversas lendas e seus personagens, tornando-se no século seguinte série de televisão.

AS LENDAS

As lendas são histórias importantes do folclore e recebem uma atenção especial na cultura, geralmente são passadas de geração a geração e já sofreram diversas mudanças através dos tempos e culturas.

CURUPIRA

Também é conhecido como Caipora, Caiçara, Caapora, Anhanga ou Pai-do-mato, todos esses nomes identificam uma entidade da mitologia tupi-guarani, um protetor das matas e dos animais silvestres.

É representado por um anão de cabelos vermelhos e com os pés virados para trás, para fazer as pessoas que entram no mato se perderem. Monta num porco do mato e castiga todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas dizem ser obra do curupira.

Os índios, para agradá-lo, deixavam oferendas nas clareiras, como penas, esteiras e cobertores. Também se dizia que uma pessoa deveria levar um rolo de fumo se fosse entrar na mata, para lhe oferecer caso o encontrasse, dessa forma ele ajudaria a pessoa perdida a sair da mata sã e salva. Sua presença é relatada desde os primeiros tempos da colonização.

 

MACAXEIRA OU MANDIOCA

Um mito indígena que conta a história da índia Mara, filha de um cacique, que vivia sonhando com o amor e um casamento feliz. Certa noite adormeceu e sonhou com um jovem loiro e belo que descia da Lua e lhe dizia que a amava. Mara apaixonou-se, mas logo o jovem desapareceu de seus sonhos, e embora virgem, percebeu que estava esperando um filho.

Deu à luz uma graciosa menina, de pele branca e cabelos loiros, a quem chamou Mandi. Em sua tribo foi adorada como uma divindade, mas adoeceu e acabou falecendo logo.

Mara sepultou a filha em sua oca (casa onde moram os índios) e, inconsolável, de joelhos, chorava todos os dias sobre a sepultura, deixando cair leite de seus seios, para que a filha revivesse. Um dia brotou ali um arbusto, cavando a terra, Mara encontrou raízes muito brancas, brancas como Mandi, que, ao serem raspadas, exalavam um aroma agradável.

Todos entenderam que criança viera a Terra para alimentar seu povo.

 

LOBISOMEM

A Lenda que aparece em várias regiões do mundo teve sua origem na Europa, trata-se da desgraça de um homem que tem sua natureza humana fundida com a de um lobo periodicamente, sob influência da lua cheia.

Nesta condição ele é uma criatura feroz que ataca pessoas, e posteriormente não se lembra dos ataques, seu ponto fraco é a prata. Ele pode ser o resultado de um pacto de alguém com as forças do mal ou nasceu na condição de sétimo filho homem de seus pais.

 

 

 

VITÓRIA- REGIA

Lenda tem sua origem na tribo indígena origem tupi-guarani, conta que no começo do mundo toda vez que a Lua se escondia no horizonte ia visitar suas virgens prediletas. Se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela. Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história.

Quando todos iam dormir e a Lua andava pelo céu, Naiá subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse e a transformasse em estrela. Fez isso por longo tempo, e chorava porque a Lua não a notava. Certa noite, em prantos à beira de um lago, Naiá viu refletida nas águas a imagem da Lua.

Pensado que ela, enfim viera buscá-la, Naiá atirou-se nas águas e nunca mais foi vista compadecida, a Lua resolveu transformá-la em uma estrela diferente, a “Estrela das Águas”, a planta vitória régia, cujas flores brancas e perfumadas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.

SACI

O Saci Pererê é um menino negro de uma perna só, e, conforme a região, é um ser maligno, benfazejo ou simplesmente brincalhão. Está sempre com seu cachimbo, e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos.

Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso, adora espantar cavalos, queimar a comida e acordar pessoas com gargalhadas. A lenda também diz que o Saci se manifesta como um redemoinho de vento e folhas secas, e pode ser capturado se lançarmos uma peneira ou um rosário sobre o redemoinho e colocarmos em uma garrafa.

Se alguém tomar-lhe a carapuça, tem um desejo atendido. Se alguém for perseguido por ele, deve jogar cordões com vários nós em seu caminho, pois ele vai parar para desatar os nós, deixando que a pessoa fuja.

 

BOTO

Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. O boto é representado por um homem jovem, bonito, charmoso e com ouro nos dentes que encanta mulheres em bailes e festas.

Após ele as conquistar, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio e se transforma em boto novamente.

 

 

 

IARA

 

 

No princípio, a Iara se chamava Ipupiara, um homem-peixe que levava pescadores para o fundo do rio e os devorava.

No século XVIII ocorreu uma mudança na lenda por conta das influencias de outros povos e países e o Ipupiara se tornou a sedutora sereia Iara, que enfeitiça os pescadores com sua beleza e canto e os leva para o fundo das águas.

Por vezes ela assume a forma humana completa e sai em busca de suas vítimas.

 

 

MULA SEM CABEÇA

A versão mais conhecida da lenda da mula sem cabeça é a de uma mulher, que se apaixona e seduz um padre, em consequência ela sofre a maldição de se transformar nesse monstro em cada passagem de quinta para sexta-feira, em uma encruzilhada.

Outra versão fala que se nascesse uma criança desse amor proibido, e fosse menina, viraria uma mula sem cabeça; se menino, seria um lobisomem.

A Mula percorre sete povoados na noite de sua transformação e se encontrar alguém chupa seus olhos, unhas e dedos. Apesar do nome, a Mula sem cabeça, de acordo com quem já as histórias, mostra-se como um animal completo, que lança fogo pelas narinas e pela boca, onde tem freios de ferro, se ouvida de longe parece chorar como um ser humano em meio a muita tristeza. 

Diz à lenda que se alguém lhe tirar os freios o encanto se quebrará ou também que lhe fira de alguma maneira, mas tem que sair pelo menos uma gota de sangue, ai a maldição estará desfeita.

 

O professor pode trabalhar as lendas de diversas formas dentro da sala de aula, podendo fazer um projeto a longo prazo e elaborar as atividades de acordo com o tempo que terá e as atividades que deseja fazer junto com os alunos, pode utilizar, gibis, vídeos da internet, brincadeiras, músicas, danças, bonecos, desenhos dentre outros materiais que o auxiliarão nas atividades.

O professor deve explicar para os alunos que as lendas são tradições orais que misturam fantasia com realidade, quem fazem parte da cultura do nosso país e que sofreram diversas modificações para ficar como esta hoje.

Durante as atividades o professor pode perguntar aos alunos se eles tem medo de algum personagem folclórico, se eles tem algum preferido, se eles gostaram das histórias, o professor pode pedir para que os alunos a reescrevam, atuando caso a turma não seja alfabetizada como escriba, fazendo com que eles trabalhem em grupos e aprendam de uma forma divertida e gostosa.

Autora: Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

Sugestões de atividades:

Adivinhas Folclóricas

Brincadeiras Folclóricas

Brincadeiras populares

Folclore Brasileira Vídeo de Lendas

 

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