INCLUSÃO ESCOLAR PONTOS E CONTRAPONTOS

A Inclusão Escolar Nos Dias De Hoje

É fundamental que ocorra quebrar as barreiras do preconceito e os paradigmas é um começo para que a inclusão escolar seja de fato efetivada.

A escola é um local transformador, é o lugar do qual lidamos com todos os tipos de pessoas e suas peculiaridades, e por isso mesmo é um dos ambientes mais maravilhosos para o ser humano estar inserido.

Inclusão escolar pontos e contrapontos, em relação aos direitos e deveres são iguais para todos, e por isso as oportunidades também devem ser, e o respeito às diferenças de cada um deve ser assegurado, tornando os ambientes como os educacionais locais de interação e participação de todos, especialmente daqueles que já estão pré dispostos a sofrer com a exclusão.

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Inclusão é reconhecer todas as diferenças:

Ela requer um novo modelo de escola, livre de um ensino totalmente tradicional onde o professor apenas fala e o aluno simplesmente ouve um novo modelo onde a escola seja moldável e não os alunos.

A inclusão diz respeito a todos:

Não a um pequeno grupo de pessoas diferentes, cada peculiaridade é importante e relevante, envolverá uma mudança cultural e organizacional, inclusão é trazer os alunos, para perto e fazer com que aprendam cada um a seu passo.

“Mais do que avaliar”

Os argumentos contrários e favoráveis às políticas educacionais inclusivas, entre os pontos mais polêmicos está à complexa relação de igualdade – diferenças, que envolve o entendimento e a elaboração de tais políticas e de todas as iniciativas visando à transformação das escolas, para se ajustarem aos princípios inclusivos de educação” (p. 16).

INCLUSÃO ESCOLAR PONTOS E CONTRAPONTOS NO BRASIL

Estamos vivendo no Brasil mais inclusivo até os dias de hoje, o assunto que começou a ser discutido na década de 80, e que começou a garantir leis e decretos para assegurá-lo só começou de fato a ser abordado com o devido respeito após 1994.

Com a Declaração de Salamanca, que abordou, ampliou os significados de necessidades educacionais especiais e a LDBEN 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que norteou a educação brasileira e dedicou-se a incluir em suas leis todos os pontos importantes para a educação brasileira, redefinindo a Educação Especial de modo que a mesma esteja ligada as etapas de ensino.

Declaração de Salamanca e a LDBEN 9394/96

Para a Declaração e para a LDBEN as pessoas com Necessidades Educacionais Especiais não se limitam apenas a pessoas com Deficiência Mental, as NEE, abordou diversas deficiências, situações e problemas que a pessoa pode passar, como abusos, ser vítima de preconceito, violências, e qualquer outra situação que possa comprometer os seus estudos, para todos os casos a escola deve prestar o devido apoio e atendimento a essa criança e a família.

As diferenças e particularidades de cada uma também devem ser respeitadas, assim como o seu tempo de aprendizagem, afinal ninguém é igual, por conseqüência também não aprende de forma igual, do mesmo modo que as crianças que possuem alguma deficiência não devem ser vistas como limitadas ou incapazes, pelo contrario, dentro de suas limitações elas são capazes de realizar as atividades como qualquer outro aluno, é importante atentar-se a sua capacidade de desenvolvimento e mudança.

Educação Inclusiva Compromisso Étnico-Político

“Neste texto, educação inclusiva está colocada como compromisso étnico-político, que implica garantir a educação como direito de todos.

É preciso frisar que em uma democracia plena, quantidade é sinal de qualidade social, e, se não tem quantidade total atendida, não se pode falar em qualidade” (p. 45).

O que se é esperado é que a escola acolha essas crianças com todas as suas dificuldades e diferenças, entretanto não é o que ocorre em alguns casos, o que não pode acontecer como prevê a lei, nesses casos é alegado à falta de preparação dos profissionais que trabalham na escola para lidar com esse “tipo de criança”.

É necessário estudo e compreensão, ninguém é igual, e a forma como absorvemos as informações também não são, é preciso que o professor esteja preparado para receber alunos totalmente diferentes, com manias, jeitos diferentes, as faculdades, cursos de especialização, mestrado e doutorados, apesar de já terem modificado um pouco sua grade curricular para lidar com a nova demanda ainda tem muito que evoluir e tal feito depende de estudos realizados dentro e fora da sala de aula, mas a principio é importante ter em mente que os alunos devem se sentir confortável no ambiente escolar para que assim consigam evoluir dentro do mesmo.

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Família e Comunidade Inseridas na Inclusão Escolar e os Pontos e Contrapontos

A família e a comunidade também precisam estar inclusa dentro do ambiente escolar, dessa forma haverá a quebra de preconceitos por conta destes que foram ensinados a vida inteira que todo deficiente é incapaz, que todo negro é pobre, dentre outros ditados excludentes e preconceituosos.

Quando a comunidade e família estão inseridas em um ambiente de total inclusão como a escola acabam por aprender também o significado da inclusão e o porquê ela é tão importante na vida e no ensino de hoje.

Trabalhar com uma educação inclusiva não é uma tarefa das mais fáceis ainda, mas ela é possível se houver empenho, por parte das pessoas que trabalham na educação como um todo. Para alguns professores existem dois tipos de alunos:

  • Os normais: Que frequentam as escolas regulares
  • Os Excepcionais: Que freqüentam a educação especial

Assim não existem alunos com outros tipos de problemas e necessidades dentro da sala de aula, o que sabemos é claro que é uma visão fantasiosa sobre a educação.

O trabalho dos professores de ensino regular e dos professores de educação especial devem estar unidos, eles devem conversar sobre o assunto, debater, ter ideias de como fazer com que ele aluno aprenda, dentro da sua limitação.

É preciso também que seja visto o que o aluno consegue fazer e deixar um pouco de lado o que ele não consegue, priorize e valorize o que o seu aluno tem de bom, seria ótimo se ambos os professores fossem a todas as reuniões, tanto de ensino regular como da educação especial, dessa fica mais fácil ambos estudarem e se inteirarem sobre os assuntos para realizar um trabalho melhor com os seus alunos.

Os educadores devem sair do básico e procurar além dos muros da educação:

  • Proporcionar o acesso para todos os alunos, de forma que eles não se sintam excluídos dentro e fora da sala de aula,
  • Criar um ambiente acolhedor
  • Conhecer e estudar sobre as leis que cercam a inclusão
  • Preparar a equipe pedagógica para receber os alunos
  • Respeitar e garantir o acesso e permanência do aluno na escola

Esses são alguns dos caminhos que podem ser seguidos para que os alunos tenham o seu direito de estudar e se tornar um cidadão assegurados, obviamente não é apenas isso e muito menos é uma receita de bolo, do qual todos devemos seguir a risca, pelo contrario, cada instituição de ensino irá se adaptar da maneira que achar melhor, da maneira que funcionará para ela.

Ainda existem muitos pontos e contrapontos a serem colocados para que haja uma verdadeira educação inclusiva, uma educação de respeito e valorizada, o Brasil ainda evolui nesse quesito lentamente, partes por:

  • Ainda termos uma concepção de ensino muito antiquada,
  • Por não darmos o devido valor que a educação e seus professores merecem, 
  • Pelos governantes que nada fazem pela garantia dos direitos,
  • Por nós cidadãos que muitas vezes nada fazemos também,

Ainda sim, é necessário atentarmo-nos as mudanças, não tem como mais oferecermos um ensino de giz e lousa, cadeiras enfileiradas e um professor a frente da turma, enquanto as atrações tecnológicas do mundo lá fora dos muros da escola, são mais atraentes e divertidas, é necessário sim:

  • Colocar cor dentro da sala de aula,
  • Respeitar os conhecimentos prévios que todos os alunos trazem de casa
  • Utilizar esses conhecimentos como um modo de ajudar e passar conhecimento para a turma,
  • Fazer atividades de aprendizagem diferentes,
  • Aulas diversificadas, como no jardim da escola
  • Aulas práticas, para que o aluno tenha contato com aquilo que ele está aprendendo.

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Grande Resistência a Educação Inclusiva

Apesar de enfrentar grande resistência a inclusão social e seus pontos e contrapontos, diversos segmentos, escolas, pessoas que lutam pela causa tem tentado de todas as formas apresentarem os valores sociais fundamentais para trazer à tona a igualdade de direitos e a oportunidade para todos, mesmo sabendo que será uma longa e árdua caminhada, os frutos que serão colhidos futuramente tornam-se mais importantes, pois assim os alunos considerados abandonados e excluídos vão tornar-se verdadeiramente parte da sociedade, tais benefícios permearão por muito tempo na educação como já vem acontecendo em escolas da Europa, por exemplo.

Todas as leis, decretos, encontros, discussões sobre o tema são importantes, os professores e a escola, devem estar inteirados no assunto, para que esse ensino de qualidade seja realmente ofertado, melhoras na infra-estrutura também devem ser revistas, afinal a acessibilidade também se dá por tais meios, assim a escola pode se tornar um ambiente acessível e agradável para as pessoas inseridas nela.

De passo em passo a educação alcançará os ideais necessários para se tornar inclusiva.

Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

Referência de Pesquisas Para Inclusão Social Pontos e Contrapontos:

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. PRIETO, Rosângela Gavioli. Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006.

Inclusão Social Pontos e Contrapontos em Vídeo Aula:

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