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INCLUSÃO ESCOLAR

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Breve Histórico de Preconceitos Sobre Inclusão Escolar

Antigamente a pessoa que nascia deformada, com deficiência, albina ou simplesmente diferente do que os pais e a sociedade queriam teria um futuro difícil, se chegasse a ter um, afinal em algumas culturas era permitido que se abandonasse ou até matasse essas crianças.

O preconceito pelo diferente existe á muito tempo, algumas nações já extintas não ligavam para tais diferenças porém, podemos observar até hoje tribos indígenas que negam a criança que nasce com alguma deficiência, por exemplo, deixando-as em algum lugar para animais selvagens comerem ou as matando acreditando que são espíritos malignos, dentre outras coisas.

Na idade média, acreditavam que a criança nascida com deficiência era fruto de uma ação demoníaca, sendo visto pela igreja como um castigo para os pais, em alguns locais era até aceito o assassinato dessas crianças que de nada tinham culpa.

O diferente do normal sempre foi visto sob olhos preconceituosos e tapados, a partir do momento que tais crianças iam para escola, era comum que os professores e colegas de sala as isolassem aos cantos ou fundos da sala, para que não tivessem contato com a sua diferença, o que era considerado uma doença, ou por mero preconceito apenas, crianças nascidas negras eram separadas das brancas pelo sistema de ensino, as instituições residenciais e escolas especiais eram as melhores opções para os cegos, surdos, deficientes físicos, para que assim não tivessem contato com os outros.

As excepcionalidades eram vistas como sinônimo de incompetência e um indivíduo eternamente doente, invalido, incapaz, sem capacidade de cuidar nem de si próprio, ou seja, era visto apenas como um fardo pesado para a família e a sua sociedade.

E Como Mudou a Inclusão?

Totalmente?

Ainda não mudou, mas evoluímos muito nesse quesito sim, é valido ressaltar que com os avanços dos Direitos Humanos houve muitos progressos no que diz respeito aos avanços pela inclusão, e se vamos tratar de Inclusão Escolar, precisamos antes conhecer um dos documentos mais importantes desta área, a Declaração de Salamanca de 1994.

Mas, professora já existia documentos anteriores a este que falavam sobre a inclusão não é mesmo?

Sim, existia sim como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948 que afirmava que todas as pessoas tinham direito a educação, a Declaração sobre Educação Para todos de 1990.

A partir de um dado momento da história diversas pessoas passaram a necessitar de inclusão na sociedade e claro na escola também, por esse motivo as leis que protegem os homens evoluíram e começaram a garantir direitos básicos para o ser humano, como a garantia de vida digna e educação.

Mas, estão o que a Declaração de Salamanca tem assim de tão especial?

inclusão-escolar

Bom meu caro leitor, a declaração foi feita por 92 países e mais 25 organizações não- governamentais que estavam presentes na conferencia produzida pela UNESCO, no dia 7 de Junho de 1994. O documento tem por objetivo fornecer as diretrizes básicas para a formulação e reformas do ensino de acordo com o que diz respeito à Inclusão Social, uma tendência mundial que começou por volta das décadas de 60 e 70, cuja origem está vinculada aos movimentos de direitos humanos.

Ela trouxe para dentro da escola os alunos com necessidades educacionais especiais, uma oportunidade única de educação especial e a iniciativa de todos tinham o seu lugar na sociedade.

A declaração também ampliou o que se diz respeito às necessidades educacionais especiais, dessa forma todas as crianças que não estejam conseguindo se beneficiar da escola, seja por qual motivo for:

  • Dificuldades temporárias;
  • Repetindo o ano letivo;
  • Vítimas de guerra ou conflitos armados;
  • Abusos físicos;
  • Deficiências;

terão o seu ensino garantido e a pessoa será inclusa no sistema educacional. Segundo a Declaração de Salamanca “o princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças deveriam aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter.

As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando tanto estilos como ritmos diferentes de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de currículo apropriado, modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parceiras com a comunidade (…) Dentro das escolas inclusivas, as crianças com necessidades educacionais especiais deveriam receber qualquer apoio extra que possam precisar, para que se lhes assegure uma educação efetiva (…)”.

Seguindo essa linha de raciocínio então a inclusão é algo que não descrimina ninguém, pelo contrário ela acolhe a todas as pessoas, sem exceção.

Ela segue a linha de que a escola é um ambiente acolhedor e de total interação entre todos que estão nela inseridos e envolvidos.

LDBEN- 9394/96

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é o norte da educação brasileira, ela reafirma o direito já garantido pela Constituição Federal 1988, tratando de absolutamente tudo que diz respeito à educação em seus capítulos, dos direitos aos deveres, da educação pública e privada, em todos os anos da educação, e tem um capitulo todo voltado a Educação Especial, que visa um trabalho melhor e mais adequado para todos os alunos.

Mas o que faz a escola ser inclusiva?

Para que a escola seja de fato inclusiva é preciso que se tenha um bom projeto político pedagógico e trabalhar bem o currículo, que é flexível e pode ser adaptado se acordo com as necessidades da escola e dos alunos, para isso a equipe precisa pensar e discutir, chegar a conclusões juntos, diferentemente do que muitos possam pensar a inclusão escolar não é apenas adaptar banheiros, rampas e bebedouros, ela inclui um grande trabalho pedagógico com toda a equipe escolar, desde o zelador, merendeiras até o coordenador e diretor, todos devem ter consciência sobre o assunto.

Um bom projeto irá:

  1. Valorizar o aluno;
  2. As experiências que ele trás de casa;
  3. Os seus conhecimentos prévios;
  4. O modo como cada um aprende;

O professor tem que ter em mente que os alunos não são todos iguais, que eles não aprendem da mesma forma e muito menos no mesmo ritmo, todos somos diferentes e por isso entendemos de forma e tempo diferentes, o aluno precisa de liberdade para aprender do seu modo, fazer as suas próprias assimilações e conexões, diversos caminhos, o professor não pode exigir de um aluno que ele aprenda somente da maneira X se ele consegue aprender melhor da maneira Y, dê essa liberdade ao aluno, deixe que ele faça da maneira dele, ele chegará ao resultado desejado, ao aprendizado desejado, apenas lhe de a liberdade para que ele alcance esse objetivo, isso é valido para todo o tipo de aluno.

Escola Inclusiva

A escola Inclusiva também busca envolver os pais ou responsáveis, para que eles estejam presentes nos momentos de aprendizagem dos alunos, para que esse processo seja divido com eles e de interesse deles, é importante que os estímulos não sejam realizados única e exclusivamente na escola, em casa as crianças também aprendem e é de suma importância que a sua família faça parte desse processo.

Exclusão Para que Haja a Inclusão

Infelizmente a ideia básica de que se tenha que incluir é porque determinado individuo está excluído de um pequeno e seleto grupo, essa ideia como vimos não é de hoje e há tempos ocorre à exclusão de pessoas por serem simplesmente diferentes do que os padrões sociais consideram normais, ocorrendo devido às praticas e valores culturais do homem.

A escola em seu processo caracterizou-se por uma educação que privilegiava apenas um pequeno e seleto grupo de burgueses, com o passar dos anos e evolução da sociedade os pequenos grupos elitistas deram lugar a uma instituição de ensino para todos, cujo papel fundamental é a interação de todos e construção de valores, respeito pelas diferenças provocadoras da exclusão, podendo assim criar condições da verdadeira Inclusão escolar.

inclusão escolar

O que mudar para que haja a Inclusão

Bom meus queridos leitores, antes de tudo quebremos as barreiras dos preconceitos, que infelizmente a nossa sociedade traz enraizada nos conceitos da sociedade, a escola é o objeto transformador, é o lugar do qual lidamos com todos os tipos de pessoas e diferenças, e por isso mesmo é um dos ambientes mais maravilhosos para o ser humano estar inserido, ela trás o conforto de que o ser diferente é bom e normal, e isso deve engrandecido, afinal é um fato de que nunca seremos iguais, temos que saber lidar com as diferenças e respeitá-las.

Ao Professor

Ao professor cabe o brilhante papel de ensinar isso aos alunos, de mostrar que a exclusão é algo difícil e ruim e que a inclusão é a melhor opção dentro e fora do ambiente escolar, a família precisa estar participando desse processo também, sentindo-se acolhida também pela escola, dessa forma o aluno aprende em dois âmbitos diferentes, o familiar e escolar, que a inclusão é o certo e melhor a se fazer.

Ensino as crianças e Jovens

Mesmo com os atuais problemas educacionais que temos é possível contribuir com um bom ensino as crianças e jovens, e é na escola que eles sentiram na pele o que é estar inserido em uma sociedade onde, ainda bem, nem todos são iguais e as diferenças são legais e devem se respeitadas.

Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

Referências:

MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos. Verbete Declaração de Salamanca. Dicionário Interativo da Educação Brasileira – Educabrasil. São Paulo: Midiamix, 2001. Disponível em: <http://www.educabrasil.com.br/declaracao-de-salamanca/>

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