INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Hoje observamos muitos estudiosos falando sobre a inclusão escolar, a educação especial, a inclusão da pessoa com deficiência, porém os estudos sobre a inclusão na educação infantil ainda não estão tão bem difundidos, vamos conversar um pouco sobre esse tema hoje?

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Inclusão na Educação Infantil e seus Empecilhos 

A educação de pessoas com deficiência começa o seu processo mundial a partir do século XVII, entretanto os empecilhos eram maiores que a vontade de educar, religião e sociedade eram os maiores problemas da educação nessa época, as deficiências foram consideras obras do demônio, lições a serem aprendidas por pecadores, até o fardo para a sociedade e família.

Esses pensamentos atrasaram e muito o trabalho educacional, principalmente para as pessoas com alguma deficiência ou dificuldade de aprendizagem.

Depois de muito tempo e evolução do homem a educação passou por processos de evolução e em alguns casos um certo retrocesso, foi somente na década de 50 que a inclusão tomou novos rumos no Brasil com a criação das APAE – “Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais”, mas foi só na década de 70 que a inclusão começou a tomar rumos consideráveis.

No ano de 1994 por conta da Declaração de Salamanca, documento feito em uma conferência da UNESCO a escola soube o que de fato fazer para incluir os alunos com deficiências e necessidades educacionais especiais, termo que foi ampliado e melhorado na conferência, que abrangeu diversas problemáticas e situações da educação, a declaração abriu um amplo leque de discussões sobre o tema da inclusão no âmbito educacional.

A Educação Infantil se deu como?

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A inclusão deve ser ensinada desde muito cedo, nos primeiros anos da criança em contato com o outro, isso se dá na creche e pré-escola, garantidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, como as primeiras etapas do ensino.

A lei trouxe um nosso significado para as instituições que não são mais vistas como uma segunda casa da criança, uma assistência, passando a ser o ambiente de aprendizagem da mesma.

Esse é o primeiro local onde a criança irá sair do seu seio familiar e entrar em contato com crianças diferentes, adultos diferentes, todos com um jeito diferente de pensar e agir, contribuindo e muito para a aprendizagem das crianças, agora e depois.

Essa primeira infância é o começo da sua vida escolar e é a partir dela que os professores devem discorrer sobre as práticas inclusivas.

Quando o professor diz: “não faça isso para o seu colega, você não iria gostar se fosse com você, não é mesmo?” ele está já mostrando aos pequenos alunos que eles devem ter respeito com o colega, e não fazer para ele, o que ele não gostaria que fizessem com ele.

Esse avanço da educação infantil começou por volta da década de 70, quando as mulheres começaram a assumir os seus lares como chefes de família, tendo que sair para trabalhar elas precisaria ter onde deixar as suas crianças, com a garantia que estariam seguras e aprendendo algo útil.

No entanto foi apenas em 1988 com a nova Constituição Federal que o direito dessas crianças foram garantidos, a educação é para todos. A introdução da creche e pré-escola deu-se com a LDBEN9394/96 trazendo um novo significado para essas etapas do ensino da criança, deixando o significado assistencialista para trás, e sendo a partir desse momento uma instituição de ensino e aprendizagem

A Inclusão começa quando…

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É preciso que saibamos o que é de fato uma educação inclusiva, que é um movimento mundial cujo objetivo principal é acabar com a exclusão e preconceito, garantindo o direito de todos a iguais oportunidades e o respeito às diferenças de cada um, tornando os ambientes como os educacionais locais de interação e participação de todos, especialmente daqueles que já estão pré dispostos a sofrer com a exclusão, pessoas que não correspondem aos padrões impostos, por exemplo.

Inclusão significa reconhecer todas as diferenças, ela requer um novo modelo de escola, livre de um ensino totalmente tradicional onde o professor apenas fala e o aluno simplesmente ouve, isso requer das instituições de ensino um trabalho transformador, um ambiente que receberá todos os alunos e todas as suas diferenças e irá aceitá-las, não fazendo com que eles fiquem limitados a uma sala, mas que a escola lhes apresente o mundo.

A inclusão diz respeito a todos, não a um pequeno grupo de pessoas diferentes, cada peculiaridade é importante e relevante, envolverá uma mudança cultural e organizacional, inclusão é trazer os alunos, todos eles, para perto e transformar a escola em um ambiente de aprendizagem acolhedor e gostosa de estar inserida.

Educação Infantil Inclusiva?

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Sim isso pode acontecer, mas precisa de estudo por parte dos profissionais e muito amor pelo oficio.

Para que a educação infantil inclusiva seja considerada é preciso ter em mente que não se trata apenas da creche ou da pré-escola, mas sim em todo o sistema educacional.

É preciso que todos estejam engajados pelo mesmo objetivo. Um ponto muito importante e que já sendo observado por diversos professores e estudiosos da área é que salas com menor número de aluno tem rendido mais aprendizagem e melhor interação entre eles, facilitando o trabalho do professor em passar as matérias e atividades e observar o que cada aluno da turma esta conseguindo aprender.

As limitações de alunos com deficiência

A limitação de alunos com deficiência também ajuda, assim os alunos conseguem interagir mais com o colega e possibilita uma assistência melhor por parte do professor.

A educação é um processo que se deu de forma gradual e cultural, através da didática e algumas técnicas o professor faz com que o aluno desenvolva as suas qualidades e habilidades pessoais e as qualidades em meio ao convívio social com as outras crianças, tornando-o pensante e autônomo sobre suas decisões e atitudes.

A inclusão deve ser trabalhada desde o início com os alunos, aprender a lidar as diversidades, ajudar o colega quando este precisar, ser solidário com as pessoas, não excluir o colega só porque ele tem alguma deficiência são algumas das qualidades que a inclusão pode trazer a tona para os alunos e professores, tornando a Educação inclusiva um grande sucesso, garantindo o acesso e permanência dos alunos.

É preciso considerar que até os cinco anos de idade as crianças são como esponjas que absorvem absolutamente tudo que está ao seu redor, por isso é preciso que elas estejam inseridas em um ambiente acolhedor dentro e fora da escola.

É importante que a família esteja sempre presente do processo educacional da criança desde o início até o fim, a família é um suporte para a criança e ela precisa por perto, a escola deve trazer e incluir a família nesse processo, para que ambos eduquem um ser humano que no futuro terá os bons ensinamentos armazenados.

Os professores que trabalham com essa faixa etária devem estar muito bem preparados para tal, assim eles poderão dar a melhor assistência para o aluno, escola e família é de suma importância que ele esteja em constante processo de aprendizagem e aprimoramento, assim supõe-se que ele estará sempre aberto ao novo e as novas ideias educacionais.

Na escola, na sala de aula, para os professores, equipe pedagógica, diretores, família e comunidade é necessária uma cobrança e reforma no modo de pensar, a inclusão quer apenas garantir que todos tenham os mesmo direitos, direitos esses que já são assegurados por lei, entretanto muitas vezes não são cumpridos, é preciso sim que todos tenham a ciência da importância da inclusão na vida das pessoas, seja dentro ou fora da sala de aula, afinal ninguém gosta de se sentir um peixe fora d’água.

Por fim vou deixar uma brincadeira para que os alunos se reconheçam e reconheçam o outro.

Bola ao cesto: Resultado de imagem para bola ao cesto

Essa brincadeira é bem fácil, lembra aquela de jogar a bola na boca do palhaço, nesse caso o próprio professor pode montar o seu cesto, pode ser um cesto de plástico ou uma caixa de papelão bem enfeitada e colorida, para chamar a atenção dos alunos, além do cesto você irá precisar de bolas, podem ser aquelas bolas de plásticos, compradas em lojas baratas.

  • Para começar coloque uma musica bem animada e divertida;
  • Deixe que eles se soltem, dancem, cantem;
  • Se algum aluno tiver uma deficiência motora grave, ajude-o a dançar, mas faça com que todos participem, depois convide-os para brincar de jogar a bola ao cesto;
  • Cada aluno terá 3 chances nas rodas, assim cada um tenta mais de uma vez e todos terão a sua vez de jogar, assim eles já irão aprender a respeitar a vez do próximo e a torcer pelo seu colega;
  • Deixe a musica de fundo para ficar mais animado o ambiente e os alunos não ficarem nervosos.

No final você pode dar algum presentinho de participação para eles, pode ser qualquer coisa, um saquinho de balas, um doce, um bombom, um desenho feito com E.V.A, para que eles se sintam felizes e acolhidos por terem participado da brincadeira, e ressalte que isso é o mais importante.

Você pode também realizar uma roda de conversar para saber se eles gostaram da brincadeira e se gostariam de fazer mais vezes, é importante saber a opinião dos alunos, mesmo dos menores.

Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

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