INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA ATUALMENTE

inclusão social na escola

Inclusão: ato ou efeito de incluir (-se).

Incluir: encerrar, pôr dentro de; fazer constar de; juntar (-se) a; inserir (-se), introduzir (-se). “Um nome numa lista”

Fazer figurar ou fazer parte de certo grupo, certa categoria de pessoas; pôr.

“Ele incluiu o meu nome na lista de candidatos”

Para incluirmos alguém é necessário que antes esse alguém tenha sido excluído de um grupo de pessoas ou até mesmo da sociedade, essa é a ideia básica no que diz respeito à inclusão.

Essa exclusão pode acontecer por diversos tipos de padrões sociais e culturais considerados normais que ocorrem por conta das práticas do homem ali inseridos.

INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA ANTIGAMENTE

No decorrer da história vemos como esse processo de incluir o outro e a inclusão social na escola teve a sua origem, pois desde o início dos tempos os mais fortes prevalecem sobre os mais fracos por terem como se proteger dos perigos que os cercam, na idade média era da crença imposta pela igreja que a criança que nascia deformada ou com alguma deficiência era um fruto de uma ação demoníaca, sendo a criança um castigo pelos pecados dos pais, sendo aceito a crueldade de assassinar a criança.

Na cultura indígena é possível observar até os dias de hoje a exclusão dos índios que nascem albinos ou deficientes mentais ou físicos, sendo que caso a criança não seja assassinada logo após o nascimento sofrerá com o preconceito ao longo de sua vida na aldeia, na época da escravidão tal ato era aceito, pois os brancos consideravam os negros uma raça inferior a sua.

E tudo isso por quê?

Por conta do preconceito e falta de conhecimento em relação a inclusão, e principalmente em relação a inclusão social na escola, o diferente do que é considerado normal sempre foi visto sob olhos tapados, em nossa sociedade considerada inteligente e culta desde sempre houve o preconceito e a exclusão social, seja por que a criança é

  • Pobre,
  • Negra,
  • Baixa,
  • Alta,
  • Gorda,
  • Deficiente física ou deficiente mental,
  • Qualquer diferença que seja.

Como iniciou a INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA?

A partir do momento que tais crianças iam para escola, era comum que os professores e colegas de sala as isolassem aos cantos e fundos da sala, para que não tivessem contato com a sua diferença, o que era considerado uma doença, ou por mero preconceito apenas, crianças nascidas negras eram separadas das brancas pelo sistema de ensino, as instituições residenciais e escolas especiais eram as melhores opções para os cegos, surdos e deficientes físicos, para que assim não tivessem contato com os outros.

As excepcionalidades eram vistas como sinônimo de incompetência e um indivíduo eternamente doente, invalido, incapaz, sem capacidade de cuidar nem de si próprio, ou seja, era visto apenas como um fardo pesado para a família e a sua sociedade.

Assim qualquer instituição que aceitasse tais crianças seria considerada apenas como um “deposito” para que não ficassem sozinhas em casa, enquanto os responsáveis não estavam.

Houve Mudança na inclusão social?

inclusão social na escola

De acordo com a Constituição Federal o Capítulo III Seção I DA EDUCAÇÃO a mesma é garantida e ofertada para todos, é direito do cidadão, dever do Estado e da família, gratuito, e “será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1988, art 205).

A educação gratuita e para todos está garantida pela Constituição Federal do Brasil, outras leis com a LDBEN- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional dão um norte para a educação brasileira, a LDBEN reafirma o direito já garantido pela Constituição Federal 1988, tratando de absolutamente tudo que diz respeito à educação em seus capítulos, dos direitos aos deveres, da educação pública e privada, em todos os anos da educação, visando um trabalho melhor e mais adequado para todos os alunos.

Outras leis, decretos, portarias, resoluções e documentos internacionais, garantem esses direitos à educação para todos, mas o que isso tem haver com a inclusão social na escola?

Inclusão Social na Escola Segundo a Legislação

A inclusão social na escola está ligada as leis que regem o país e a educação do mesmo, infelizmente o Brasil, como muitas outras, é uma nação que nasceu e cresceu sob os pilares do preconceito, onde o mais forte domina o mais fraco, o mais rico o mais pobre, o branco tem mais direitos do que o negro.

A mulher não tem voz ativa e as crianças são instruídas a pensar da mesma forma, entretanto a partir das décadas de 70 e 80 movimentos voltados para os direitos humanos tem lutado para que esse quadro seja modificado, por exemplo, alunos com necessidades educacionais especiais foram trazidos para dentro da sala de aula, as escolas tornaram-se publicas e mistas, mostrando que todos tinham o seu lugar na sociedade, a escola começou a querer proporcionar a partir desse momento também que independente da sua cor, raça, religião você tem direitos e deveres como todo e qualquer cidadão.

Em 1994 a proposta feita pela Declaração de Salamanca de 1994, onde caso uma criança não esteja conseguindo se beneficiar de alguma maneira do ensino, seja por qual for, dificuldades temporárias; repetindo o ano letivo; vítimas de guerra ou conflitos armados; abusos físicos; deficiências, terão o seu ensino garantido e a pessoa será inclusa no sistema educacional, ampliando assim o que diz respeito as necessidades educacionais especiais, foi um ponto chave e crucial para que a inclusão escolar ocorre de maneira melhor e mais eficiente.

A Escola Perante o Papel de Incluir

inclusão social na escola

Apesar de tantos documentos que falam sobre os direitos de todos e que é necessário de fato incluir os alunos porque ainda existe tanta diferença?

Essa questão é realmente complexa de responder, porém como foi dito acima a sociedade ainda está muito pautada em certos e pequenos preconceitos que acabam por fazer toda a diferença.

A escola precisa sofrer com algumas significativas mudanças, que ao final do processo farão a completa diferença, inclusão não é apenas construir rampas de acesso, banheiros adaptados, e bebedouros mais baixos, vai muito, além disso, é necessário que a mudança venha daqueles que participam do ambiente escolar, mudanças de atitudes e pensamentos, ela inclui um grande trabalho pedagógico com toda a equipe escolar, desde o zelador, merendeiras até o coordenador e diretor.

INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA x CURRÍCULO

Todos devem ter consciência sobre o assunto é necessário também que se tenha um bom projeto político pedagógico e trabalhar bem o currículo, que é flexível e pode ser adaptado se acordo com as necessidades da escola e dos alunos, para isso a equipe precisa pensar e discutir, chegar a conclusões juntos o projeto irá valorizar o aluno, as experiências que ele trás de casa, os seus conhecimentos prévios.

O modo como cada um aprende, o professor dentro e fora da sala de aula tem que ter em mente que os alunos não são todos iguais, que eles não aprendem da mesma forma e muito menos no mesmo ritmo, todos somos diferentes e por isso entendemos de forma e tempo diferentes.

Respeito as Diferenças e Limitações dos Educandos

O aluno precisa de liberdade para aprender do seu modo, fazer as suas próprias assimilações e conexões, por seus diversos caminhos, é preciso que o professor tenha muita paciência e compreensão nesse contexto, ele não pode pedir que dois alunos completamente diferentes, que tem vidas diferentes, experiências diferentes aprendam de uma mesma maneira, dê essa liberdade ao aluno, deixe que ele faça da maneira dele, ele chegará ao resultado desejado, ao aprendizado desejado, apenas lhe de a liberdade para que ele alcance esse objetivo do seu jeito, isso é valido para todo o tipo de aluno, desde os mais pequeninos aos acadêmicos.

  • A inclusão escolar

Também visa que a família e comunidade estejam juntas com a escola durante todo o processo de ensino aprendizagem, para que esse processo seja divido com eles e de interesse deles, é importante que os estímulos não sejam realizados única e exclusivamente na escola.

As crianças também aprendem e muito fora do ambiente escolar, por isso os estímulos são tão importantes nesse processo, nessa fase de aprendizagens, a família e a comunidade podem e devem ajudar de forma positiva nesse processo que pode ser incrivelmente prazeroso para os alunos.

  • Preconceitos e Paradigmas

Para que a inclusão na escola de fato aconteça é preciso quebrar preconceitos e paradigmas e no lugar introduzir as ideias de respeito ao outro, o respeito é a chave para uma mudança realmente significativa e para transformar as pessoas em verdadeiros cidadãos conscientes.

A escola é o primeiro ambiente socializador, é o primeiro ambiente onde as crianças aprenderam a lidar com as diferenças e particularidades do ouro, e por isso mesmo é um dos ambientes mais maravilhosos para o ser humano estar inserido, ela trás o conforto de que o ser diferente é bom e normal, e isso deve engrandecido, afinal é um fato de que nunca seremos iguais, temos que saber lidar com as diferenças e respeitá-las.

Cabe ao professor e toda a equipe escolar e família ensinar as maravilhas de ser diferente e incluir essas incríveis diferenças em nossas vidas. Mesmo com os atuais problemas na educação precisamos lutar e proporcionar um ensino de qualidade para todos, para que eles sintam na pele de uma maneira positiva e prazerosa como é bom aprender com o que é diferente.

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Laís Simão, Pedagoga e Professora Especialista em Deficiências Intelectual e Múltiplas.

Referencias:

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituição.htm>.

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