Método Fônico – História Da Abelhinha Para Alfabetizar

Método Fônico - História Da Abelhinha Para Alfabetizar

Sobre o Método Fônico

 
A abordagem fonética, sobre o método fônico da leitura concentra-se nos sons individuais feitos por letras. Esta lição irá explorar a abordagem fônica da instrução de leitura e terminará com um breve teste para testar o que você aprendeu.

Leitura adiantada

Você consegue se lembrar do primeiro livro que leu? 

Se você é como a maioria das pessoas, provavelmente não faz ideia, porque pequenos marcos se acumulam para que você possa ler um livro inteiro sozinho. 

A maioria de nós começa o processo de aprender a ler nos primeiros meses de vida, quando começamos a fazer conexões entre os sons que ouvimos e as pessoas ou eventos.

Esses passos iniciais estabelecem as bases para a leitura. A maioria dessas coisas ocorre antes de recebermos qualquer educação formal. 

Quando chegamos à pré-escola e ao jardim de infância, tudo parece voltado para o aprendizado da leitura e a abordagem fônica da instrução de leitura é um dos métodos mais populares para ajudar os alunos a aprender a ler.

O que é Fonética?

Você consegue se lembrar de soar cada letra para ler palavras simples como chapéu e gato? Se assim for, você foi ensinado a ler usando uma abordagem fonética! 

A maioria dos alunos gasta cerca de dois anos aprendendo os métodos fônicos fundamentais antes de passar para estratégias de leitura mais avançadas, baseadas em gramática e vocabulário.

A fonética foca nas partes individuais, ou letras e seus sons, que se combinam para formar a palavra inteira, em outras palavras, o processamento da parte para o todo do texto. Os alunos aprendem a usar a decodificação ou o processo de emitir palavras para começar a ler e entender novas palavras. 

Por exemplo, para soar a palavra Giz , começamos com a letra G e o som que ela faz , passamos para I e terminamos com Z para formar a palavra GIZ!

Agora que entendemos o que é a fonética, vamos examinar as diferentes etapas envolvidas na aprendizagem da leitura usando a abordagem fônica.

Lendo Marcos na Abordagem Fonética

Carta de Reconhecimento

ABCDEFG…. Todos nós conhecemos a sintonia familiar que usamos para aprender nossos ABCs. O reconhecimento de letras é um importante passo inicial para aprender a ler. Os alunos começam aprendendo as letras do alfabeto e depois associando as letras impressas correspondentes na página.

Pense em sua primeira sala de aula. Seu foi decorado com letras coloridas gigantes do alfabeto? 

Talvez ao lado de cada carta havia uma imagem que exemplificava a letra – A é para maçã, B é para morcego, etc.

Essas exibições de alfabeto e atividades e ferramentas semelhantes ajudam os alunos a fazer associações entre o nome da carta, o que parece no papel e como soa, todos os marcos iniciais da leitura.

As exibições do alfabeto ajudam os alunos a fazer associações entre os nomes das letras e a aparência e o som deles
Método Fônico - História Da Abelhinha Para Alfabetizar

Outro marco crucial no reconhecimento de letras é aprender as letras em seu próprio nome. Essa é outra maneira de dar sentido às letras. 

Os nomes mostram aos alunos como as letras podem ser combinadas para formar uma palavra que tenha significado pessoal para os alunos.

Desafios sobre Método Fônico

Sons de mesclagem

Agora que os alunos conhecem as letras e os sons que eles fazem, eles podem começar a misturar sons de letras para formar palavras. Novamente, o nome de um aluno pode ser um bom ponto de partida para isso.

Sam está aprendendo a ler usando a abordagem fônica. Sam conhece seu alfabeto e sabe que seu nome inclui as letras S, A e M.

Na verdade, ele agora reconhece seu nome apenas pela visão. Palavras de visão são aquelas que o aluno memorizou unicamente pela combinação de letras. 

Em outras palavras, Sam consegue identificar seu nome apenas pela visão, sem soar as letras.

Método Fônico na aprendizagem da criança

Nós usamos o método silábico. [Quer dizer, quem usa cartilha… atualmente pode  que a escola do seu filho seja pior e seja construtivista!] O método silábico  significa aprender o “Nome” das letras ( Á, Bê, Cê, Dê …) e, depois, decorar como se pronuncia cada sílaba (Bê + Á = BÀ), para, então, conseguir decodificar a palavra “BOLA”.

Na prática, a criança passa por um longo processo de “decoreba” das letras e sílabas, de forma bastante automática e fora de contexto.

Como se trata de gravar um extenso número de “sons” de sílabas, frequentemente vemos nossos filhos “errarem” palavras que nos parecem tão simples. A Letra B (ou Bê, como dizemos) é apresentada a criança como sendo Bê de Bola.

Quando a criança termina o longo processo de decorar a letra B, ela passa para o estágio de decorar que Bê + A é igual a BA. Mas faz sentido isso? Bê mais A não deveria ser BÊA? E é assim mesmo, somente decorar, decorar, sem contexto nenhum?

Como funciona o Método Fônico?

O método fônico, como o nome já diz [talvez você não saiba] a ênfase é na chamada relação grafema-fonema, isto é, na relação entre a letra e o som correspondente a ela.  

O grafema é a letra escrita, ou simplesmente  a “figura” do A,B,C… o  fonema é o som dessa letra.

Se você não viu um pouco disso na escola ou na faculdade, precisa apenas de um empurrãozinho para entender. Não é nada difícil – só à primeira vista – e por isso as crianças conseguem compreender também.

Nem todas as letras podem ser exemplificadas num post “escrito” [funcionaria melhor se você me ouvisse falando], mas darei um exemplo:

O que o método fônico faz é apresentar cada letra com o som independente que cada uma delas tem – o som da consoante, por exemplo, sem encontrar vogal nenhuma.

Então, quando você ensina a letra X, aprende que ela se chama “Xis” e tem um som assim: Shhhhh… (como quando pedimos silêncio).  

Dessa forma, a criança (que também terá aprendido o som das vogais, inclusive suas variações, Á ou Ã, etc), ao se deparar com a palavra “XÍCARA”,   não vai tentar se “lembrar” de como pronuncia cada sílaba, mas vai, naturalmente, começar a pronunciar o som “shhiiii” e assim por diante. 

Outro exemplo: a letra “Z”, cujo som é semelhante ao zumbir de uma abelha “zzzzz” ou o “P”, o som de uma “palmada”. Diante de uma palavra, a criança reproduz o som das letras; ela começa a pronunciar o som da consoante e termina, de maneira óbvia, juntando-o com a vogal. Para quê decorar o que qualquer um é capaz de fazer, se apresentado da maneira mais clara? 

De fato, a criança estará lendo, e não reproduzindo um “código” que ela apenas decorou á exaustão. Termina-se aquela sensação de que a criança está olhando para a palavra no papel, quase como se aquilo estivesse em japonês e não houvesse qualquer relação com o que ela fala diariamente. Com o método fônico, a criança realmente ganha uma “consciência fônica”, isto é, aprende que ler é ser capaz de associar uma figura (no caso, a letra) a um som específico na sua língua.

Método da Abelhinha

(O Método da Abelhinha foi utilizado nos anos 70 , eu mesma fui alfabetizada por esse método , me lembro com saudade da minha turminha de C.A. (Classe de Alfabetização) e da “Tia” Marilene nossa professora ; sim sou do tempo das “Tias” ! Me lembro da expectativa pelos novos capítulos da estorinha da abelhinha , dos cartazes pregados na parede … e não , não tive nenhum problema com a desconhecida dália .
É um método fonético , prático e eficaz , próprio para crianças pequenas , que funciona , e bem, com o imaginário infantil . )

Capítulo 1Introdução dos fonemas: a, e (fechado), i, o (aberto), u.
Apresentação da abelhinha, da escova mágica, do índio, dos óculos quebrados e do
ursinho.

Era uma vez uma abelhinha que nasceu com asas de um lado só.
Não podia voar, nem um pouquinho. Tinha mesmo de andar. E ela ficava
tão cansada que suspirava assim: a…

O professor emitirá o som (som aberto) e perguntará:

– Quem sabe fazer o som da abelhinha?

A abelhinha tinha tanta vontade de voar…

Se ela pudesse voar, quantas coisas maravilhosas havia de fazer!

A abelhinha contava tudo que pensava a uma escova, amiga dela. A escova

era mágica, mas a abelhinha não sabia.

Um dia, a escova encantada disse à abelhinha:

– Você ainda há de ter asas deste lado também. Espere com paciência,

minha amiga!

A abelhinha nem queria acreditar em tanta felicidade. Então a escova

mágica explicou:

– Eu sou uma escova mágica. Posso fazer muita coisa boa. Eu vou ajudar

você.

Desde esse dia, a abelhinha pensava muito na promessa da amiga. Quando

a escova via abelhinha pensando, dizia com uma voz muito rouca e misteriosa: ê…

O professor emitirá o som (som fechado) e dirá:

– Vamos imitar a escova?

Ou então dizia estes versinhos:

– Querida amiga abelhinha,

Vou fazer você voar.

Eu ajudo de verdade

Mas você tem de esperar.

Nessa hora, a abelhinha dava uma risada gostosa. Depois, conversava,

conversava. Por fim, pedia licença para dormir um soninho, bem escondida nos

pelos da escova mágica.

Todas as manhãs, a abelhinha costumava brincar perto de um mato muito

alto.

Uma vez, ela viu as folhas do mato se mexerem. E no mesmo instante

escutou um barulhinho assim: i …

O professor emitirá o som i, agindo como nas vezes anteriores

A abelhinha olhou para um lado, olhou para outro e não viu nada. Nada,

nada, nada… Começou a sentir um pouquinho de medo. Pensou em voltar correndo

para junto da escova mágica. Nisto saiu do mato um pequeno índio, todo enfeitado

de penas.

A abelhinha, muito espantada, perguntou:

– Foi você que fez aquele barulhinho, foi?

– Eu mesmo! Por quê?

A abelhinha disse logo:

– Porque eu estava com medo. Mas agora já passou. Sabe de uma coisa?

Estou gostando muito de você. Quer ser meu amigo, indiozinho?

– Feito, falou o pequeno índio.

Na mesma hora, os dois combinaram um a porção de brincadeiras boas.

Uma tarde, a abelhinha e o índio brincavam no quintal de uma casa grande.

A abelhinha viu no chão uma coisa muito esquisita.

Olhou… Olhou… Tornou a olhar… Nunca tinha visto aquilo. Parecia um

bicho mas não era. Que é que podia ser?

A abelhinha resolveu perguntar:

– Como é o seu nome?

Mas a tal coisa esquisita só fez um barulhinho assim: ó…

O professor emitirá o som (som aberto), agindo como nas vezes anteriores.

Foi aí que a abelhinha viu que a tal coisa esquisita eram uns óculos

quebrados.

Cheia de pena, ela indagou:

– Que foi que aconteceu com você, amigo óculos? Você escorregou?

Tropeçou numa pedra? Caiu de algum lugar?

Os óculos não disseram uma palavra.

Então a abelhinha achou que os óculos estavam precisando de ajuda. Para

consolar o amigo, falou com muito carinho:

– Eu vou ajudar você, ouviu? Vou pedir à minha amiga, a escova mágica,

que conserte você. Quer ir comigo a casa dela? Amigo índio, quer vir conosco?

O indiozinho logo aceitou o convite. Apanhou os óculos e acompanhou a

abelhinha. Andaram… andaram… andaram…

De repente, que é que eles viram junto de uma árvore? Um ursinho! O

ursinho era muito levado. Quis logo fazer uma travessura. Escondeu-se atrás da

árvore e para assustar os amigos ele fez assim: u…

O professor emitirá o som u, agindo como nas vezes anteriores.

A abelhinha nem nada. Continuou calma. Há muito tempo ela já conhecia as

brincadeiras do ursinho.

O pequeno índio deu uma corrida para agarrar o ursinho. Foi quando a

abelhinha reclamou muito aborrecida:

– Ursinho! Amigo índio! Parem com essa brincadeira. Não podemos perder

tempo. Os óculos quebrados estão precisando de ajuda. Temos de achar depressa

a escova mágica. Você quer vir conosco, ursinho?

– Quero sim, abelhinha! Eu também gosto de ajudar, respondeu o ursinho.

A abelhinha, os óculos quebrados, o pequeno índio e o ursinho foram

procurar a escova mágica.

Capítulo 2

Introdução dos sons: v-d-l-m.

Apresentação do vaga-lume, da dália, do lobo e da minhoca.

A abelhinha, os óculos, o pequeno índio e o ursinho acabaram encontrando

a escova mágica.

– Boa tarde! Cumprimentou a abelhinha.

Em seguida, ela apresentou os óculos:

– Este aqui é meu novo amigo. Ele também precisa de sua ajuda. Você quer

consertar meu amiguinho? Ele está todo quebrado.

Então a escova mágica olhou para os óculos e disse (ou cantou) assim:

– Eu prometo que você

Como novo vai ficar.

Eu ajudo de verdade

Mas você tem de esperar.

O professor poderá recitar ou cantar a quadrinha, levando as

crianças a repeti-la.

Já estava ficando noite.

– bem, falou a abelhinha. Acho que hoje vou dormir aqui mesmo. Posso?

E, sem esperar resposta, deitou-se no meio dos pelos da escova encantada.

E logo tirou um soninho.

De repente a abelhinha acordou e começou a gritar:

– Socorro! Socorro! Socorro! Por favor, me acudam!

– Que é que aconteceu com você? Perguntou o ursinho.

A abelhinha respondeu com voz de choro:

– A escova mágica está pegando fogo!

A escova, dando uma risada, explicou:

– Não é fogo não, abelhinha! É um bichinho! Ele ficou preso nos meus pelos.

– E a brasa que eu vi? Então não é fogo? Perguntou a abelhinha com os

olhos arregalados.

– Brasa? Que brasa?! Você se enganou, abelhinha. O que você viu foi um

bichinho que tem uma luz… Parece até uma lanterninha!

Ele também está com medo.

A escova encantada sacudiu os pelos. O bichinho saiu voando.

– Como é seu nome? Quis saber a abelhinha.

O bichinho muito afobado, só conseguiu fazer um barulhinho assim: v…

O professor emitirá o som do v, agindo como nas vezes anteriores.

A escova mágica explicou:

– Este bichinho é um vaga-lume, minha gente! Ele não pode falar direito,

porque levou um susto muito grande. Agora ele precisa descansar um pouco. Tudo

vai acabar bem, vocês vão ver.

Nesse instante o vaga-lume voou para o lado da abelhinha e ascendeu a luz

pisca-pisca. A abelhinha se assustou tanto que quase desmaiou. Tratou de procurar

um lugar para se esconder. E… Que foi que a abelhinha viu? Uma dália caída no

chão. A abelhinha, mais que depressa, se meteu embaixo da flor. E desapareceu…

O pequeno índio, muito desconfiado com o sumiço da abelhinha, chamou

bem alto:

– Abelhinha! Abelhinha!

Ninguém respondeu.

Aí o ursinho perguntou:

– Onde é que você está, abelhinha? Por favor, diga pra mim.

Nessa hora a abelhinha compreendeu que seus amigos já estavam aflitos.

Resolveu, por isso, aparecer. Mas a abelhinha se remexeu com tanta força que a

dália fez um barulhinho assim: d…

O professor emitirá o som d, agindo como nas vezes anteriores.

O ursinho, cheio de curiosidade, indagou:

– Foi você que falou, abelhinha?

E a escova mágica, mais uma vez, explicou:

– O som que vocês escutaram, meus amigos, veio dessa flor aí. Qualquer

coisa que sacuda as pétalas dessa dália, pronto: a gente ouve logo esse barulhinho.

Nesse momento, a abelhinha apareceu, ainda bastante assustada. Não

conseguia dizer uma palavra.

Então, para sossegar os amigos, a escova mágica disse uma palavra

mágica: QUADIDUVIVU.

No mesmo instante o susto da abelhinha passou. O barulhinho da dália

parou. E o vaga-lume falou assim:

– Eu estava voando lá no meio da mata. Nisto me assustei com os olhos de

um lobo. Pareciam duas velas acesas, andando de um lado para outro, na

escuridão da noite. Logo depois, escutei um uivo diferente.

Quase morri de medo!

A abelhinha não se conteve e perguntou:

– E como era esse uivo, hein?

– Não sou capaz de repetir, respondeu o vaga-lume. Já experimentei muitas

vezes, mas não consegui.

A escova explicou tudo:

– O lobo caiu numa armadilha. O laço apertou demais o pescoço dele. Por

isso o uivo saiu diferente. Vocês querem saber como foi o uivo?

A escova repetiu, três vezes, a palavra mágica: QUADIDUVIVU.

Todos escutaram o uivo abafado de um lobo. Era um uivo assim: l…

O professor encostará a língua no céu da boca e colocará a mão no

pescoço para emitir o som do fazendo-o como se estivesse preso num

laço. Em seguida, agirá como nas vezes anteriores.

– Igualzinho! Gritou o vaga-lume

A abelhinha queria logo saber:

– E depois, que aconteceu?

– Tratei de fugir depressa e acabei perdido no meio da mata.

E depois? Perguntou o pequeno índio.

– Depois? Continuei voando. Voei, voei… Fiquei tão cansado que caí no

chão. E que é que havia de aparecer na minha frente? Uma minhoca! Uma minhoca

comprida, muito vagarosa, cheia de requebros, cheia de dengos… Uma simpatia de

minhoca! Ela chegou até junto do meu ouvido e começou a fazer um barulhinho

engraçado. Eu acho que ela ia me contar algum segredo! Mas não entendi nada. Ah!

Se eu pudesse descobrir o que a minhoca queria me dizer…

Naquela hora a abelhinha, o pequeno índio e o ursinho olharam para a

escova encantada. Ela adivinhou o pensamento de seus amigos e disse de novo,

três vezes: QUADIDUVIVU.

Mal acabou de falar a palavra mágica, saiu do chão uma fumacinha muito

branca que foi subindo, subindo. Por fim, desapareceu no ar.

E naquele mesmo lugar todos viram, de repente, a minhoca aparecer. A

minhoca, se requebrando toda, começou logo a fazer um som engraçado, assim:

m…

O professor emitirá o som do m, agindo como nas vezes anteriores.

Então a escova mágica explicou:

– O que a minhoca queria vaga-lume, era ensinar a você onde ficava a casa

da vovó.

– Que pena! Exclamou ele, suspirando. Eu já podia ter chegado lá. Mas de

que jeito? Não fui capaz de entender o tal barulhinho…

A escova mágica achou que era hora de ajudar o vaga-lume e ensinou a ele

o caminho da casa de Dona Júlia.

O vaga-lume se despediu dos amigos:

– Bem… Vocês me dão licença que eu já vou. Preciso chegar ainda hoje à

casa da vovó.

E lá se foi ele, dizendo assim:

– Obrigado, meus amigos! Muito obrigado! Adeus! Adeus!

Capítulo 3

Introdução dos sons: p-g-r-t.

Apresentação da pipa , do gato, do rato e da torre.

Um dia, a abelhinha viu lá no céu uma pipa balançando pra lá, pra cá, pra

lá, pra cá. Quando o vento batia na pipa com força, ela fazia um barulhinho assim:

p…

O professor emitirá o som p, levando as crianças a repeti-lo.

A abelhinha estava tão distraída ouvindo o barulhinho que não viu o gato

Golias chegar.

– Abelhinha, que é que você está fazendo? – perguntou o gato muito

curioso.

– Ah! Eu estou sonhando, amigo Golias… Sabe o quê? Com as asas que

vou ganhar deste lado. Quando isto acontecer, eu poderei voar… voar… voar…! A

escova mágica me prometeu ajuda, mas disse que eu tenho de esperar.

O gato, para alegrar a abelhinha, perguntou:

– Você quer dar um passeio lá onde está a pipa?

– Quero sim! Respondeu ela bem depressa.

Então o gato puxou a pipa. A abelhinha segurou-se nela e a pipa subiu

outra vez.

Golias prendeu a linha da pipa numa pedra e foi tirar uma soneca. Logo

depois, o gato roncava fazendo um barulhinho assim: g…

O professor emitirá o som do g, agindo como nas vezes anteriores.

Perto dali, no buraco de um muro velho, vivia escondido Raque-Raque.

Raque-raque era um rato levado como quê.

Ele tinha escutado a conversa do gato e da abelhinha e achou que podia

divertir-se à custa do bichano.

Brincar com a abelhinha, não: ela estava lá no alto, passeando na pipa…

Mas o gato Golias estava dormindo ali, bem perto dele. Bastava uma corridinha e

pronto!

Sem fazer barulho para não acordar o bichano, Raque-Raque saiu do

buraco. Deu um puxão na cauda do Golias e quis voltar depressa para a casa.

Mas não conseguiu. Ficou tão atrapalhado que começou a fazer um barulhinho

assim: r…

O professor emitirá o som do r, agindo como nas vezes anteriores.

Com isso o gato abriu os olhos. Espiou em volta: não viu ninguém. Ele ainda

estava com muito sono e acabou dormindo outra vez.

Raque-Raque aproveitou a ocasião para nova brincadeira: deu um peteleco

nas orelhas do bichano e fez cócegas no focinho dele.

Depois procurou um lugar para se esconder. Não queria medir forças com o

gato Golias, não! O ratinho não era tolo.

Escondeu-se atrás de uma pedra e lá ficou muito quietinho. Mas agora

Golias saiu miando com raiva, querendo descobrir que é que tinha mexido com ele.

E assim a pipa ficou abandonada, balançando de um lado para outro.

A força do vento foi aumentando, aumentando e a linha da pipa arrebentou.

A pipa, levada pela ventania, acabou ficando presa alto de uma torre.

O vento soprava cada vez mais forte! E como batia na torre! … E como batia

na pipa! … E como sacudia a abelhinha! …

De vez em quando, por causa da força do vento, a torre parecia que

estalava, fazendo um barulhinho assim: t …

O professor emitirá o som do t, agindo como nas vezes anteriores.

Raque-Raque escutou o barulho. Olhou para cima e viu a pipa presa na

torre.

O ratinho começou a pensar: “Coitada da abelhinha! Ela deve estar com

medo, lá em cima. Como é que vai descer de lá? Tenho de ir agora mesmo ajudar a

minha amiga”.

Raque-Raque saiu correndo. Entrou pelo buraco de um portão que só ele

conhecia. Pulou um muro. Roeu uma porta. Subiu uma escada muito comprida.

Atravessou um corredor escuro. Correu, correu. Só parou no alto da torre.

Aí, Raque-Raque puxou a pipa, bem ligeiro. Mas quando viu a abelhinha

teve uma surpresa. Ela não estava com medo, nem um tiquinho, e até ria muito

satisfeita. Nem queria sair de lá. Foi quando o ratinho disse à abelhinha que a

escova mágica e os outros companheiros iam ficar com saudades dela.

Então a abelhinha deu um pulo nas costas de Raque-Raque e voltou para

junto dos amigos. Mal chegou, ela foi logo contando as coisas maravilhosas que

tinha visto.

Todos estavam gostando muito de ouvir o que a abelhinha dizia.

De repente ela ficou séria e perguntou à escova:

– Falta muito tempo pra nascerem as minhas asas novas?

O professor poderá recitar ou cantar a quadrinha, levando as crianças a repeti-la.

Capítulo 4

Introdução dos sons: b-s-j-n.

Apresentação do bule, do sapo, do jacaré e do neném.

Num dia de sol bem quente, a abelhinha estava com muita sede.

Então a abelhinha entrou numa casa. Viu em cima do fogo um bule e

pensou: “Talvez eu ache água para beber, neste bule”.

A abelhinha chegou mais perto. Parecia que o bule estava resmungando.

Ela ouviu um barulhinho assim: b…

O professor emitirá o som do b, agindo como nas vezes anteriores

A abelhinha começou na pensar: “Ué! Que coisa engraçada! Um bule

resmungando… não pode ser. Bobagem! Com certeza eu que não ouvi direito. Vou

prestar mais atenção.”

A abelhinha olhou de novo para o bule. Aí, ela compreendeu tudo: a água

estava fervendo e a tampa do bule é que fazia barulho.

“Água fervendo… eu não vou beber não!” pensou a abelhinha, “Vou mata a

minha sede em outro lugar.”

O professor, para levar as crianças a usarem da imaginação, fará os alunos

participarem da historia, incentivando-os a sugerir onde a abelhinha poderia ter

ido beber água. (por exemplo: na pia, na bica, no copo, na xícara, numa poça

d’agua etc.) Valorizará as contribuições infantis depois, continuará a leitura.

A abelhinha bebeu água na pia.

Depois ela foi até a janela.

Olhou para fora e viu perto da lagoa um sapo de olhos esbugalhados. O

sapo espiava um papel que estava no chão. Depois fechava os olhos, punha a

língua de fora, balançava a cabeça devagarinho e fazia assim: s…

O professor emitirá o som do s, agindo como nas vezes anteriores.

A abelhinha não conseguia entender o ar misterioso do sapo, nem porque

ele fazia tantas caretas.

E não foi só a abelhinha que não entendeu.

Um jacaré, que morava na lagoa, achou também o sapo bem esquisito. E

perguntou:

– Porque é que você olha tanto para esse papel, amigo sapo?

Por que fecha os olhos a toda hora? Por que sacode a cabeça? Por que é

que está fazendo esse barulhinho?

O sapo fingiu que não tinha ouvido nada. Há muito tempo ele queria dar

uma lição no jacaré, que era muito mentiroso. Por isso continuou fazendo caretas,

cheio de mistério.

Morrendo de curiosidade, o jacaré se aproximou do sapo.

Foi aí que o sapo, ligeiro como um raio, virou para baixo a folha de papel e

perguntou:

– Você já viu esta figura?

Na mesma hora o jacaré balançou a cabeça dizendo que sim.

– Você viu mesmo, amigo jacaré?

Um pouco envergonhado por ter pregado uma mentira, o jacaré fez apenas

uma barulhinho assim: j…

O professor emitirá o som do j, agindo como nas vezes anteriores.

O sapo fingiu que não estava reparando na atrapalhação do jacaré. E fazia

uma pergunta atrás da outra:

– Você já viu como ele é gordinho? Viu como é comprido? Viu que ele não

tem dentes?

O jacaré, cada vez mais afobado, só conseguia repetir o barulhinho: j…

Por fim, o sapo perguntou:

– Você já falou com ele?

– J… foi só o que o jacaré disse.

– Ah! Agora tenho certeza: você está mentindo! Gritou o sapo com pose de

vencedor. Você não falou com ele, jacaré! Pois se ele não sabe falar…

E rindo muito, mostrou a figura ao mentiroso.

Aí, o jacaré ficou sem jeito mesmo. Deu uma corrida e … tchibum!

Mergulhou, bem depressa, na lagoa.

O sapo foi embora muito contente e deixou o papel no chão.

A abelhinha resolveu ver de perto a figura que estava no papel. Ela queria

saber que é que era gordinho, comprido, sem dentes e não sabia falar.

O professor, visando à maior interesse pelo desenvolvimento da história,

poderá pedir aos alunos que ajudem a descobrir de quem o sapo e o jacaré

estavam falando. Valorizará as contribuições dos alunos e os levará a refletir.

Depois, continuará a leitura.

A figura nada mais era do que o retrato do neném, o neto de dona Júlia.

A abelhinha achou que devia levar o retrato para casa da vovó. Mas como

retrato era grande e pesado! Sozinha, ela na ia agüentar. Pensou em pedir ajuda ao

vaga-lume.

No mesmo instante o vaga-lume apareceu e foi logo fazer o que a abelhinha

queria. Chamou alguns companheiros para levarem, juntos, o retrato do neném à

casa da vovó.

Na hora da partida, a abelhinha reclamou:

– E eu? Vocês se esqueceram de mim? Ou não sabem que eu também

quero ir?

Os vaga-lumes responderam logo:

– Você também vai, abelhinha! Dê um pulo pra cima do retrato. Temos de ir

embora, porque já está anoitecendo.

Os vaga-lumes voaram pelo céu afora. Voaram… Voaram…

De vez em quando ascendiam às lanterninhas para iluminar a escuridão da

noite.

Por fim, chegaram à casa da vovó. Ele brincava sozinho, na cama. Viu os

vaga-lumes e gostou da luz que eles traziam. Mas como não sabia falar, o neném

começou a fazer assim: n…

O professor emitirá o som do n, agindo como nas vezes anteriores.

Os vaga-lumes não compreenderam o que o neném queria dizer. Por isso

foram procurar a vovó, na sala de jantar.

Capítulo 5

Introdução dos sons: f-c-z-x.

Apresentação da faca, do caracol, da zebra e do xaveco.

A vovó estava preparando torradas. Ela cortava as fatias do pão com muita

dificuldade, porque a faca estava cega. Todas as vezes que a faca roçava na casca

do pão fazia assim: f…

O professor emitirá o som do f, agindo como nas vezes anteriores.

Quando as torradas ficaram prontas, dona Júlia quis descansar um pouco.

Sentou-se na cadeira de balanço e acabou dormindo.

Foi aí que os vaga-lumes entraram, voando, na sala. Sem fazer barulho,

puseram, no colo da vovó, o retrato do neném e a abelhinha. Depois os vaga-lumes

foram embora.

A abelhinha se escondeu numa dobra da saia de xadrez de dona Júlia.

De repente a abelhinha viu um caracol encostado no pé da cadeira e

começou a pedir baixinho:

– Caracol, bota o “chifre” de fora.

– Caracol, bota o “chifre” de fora.

O caracol, nem nada!

“Será que o meu amigo está zangado?” pensou a abelhinha. “Ou quem

sabe ele não me ouviu direito? Talvez esteja dormindo…”

Nisto o caracol, lá dentro de sua casa, fez assim: c…

O professor emitirá o som do c, agindo como nas vezes anteriores.

A abelhinha ouviu o som que o caracol fazia e ficou um pouco espantada.

Agora é que ela não estava entendendo nada.

Nesse momento o caracol pôs a cabeça de fora.

A abelhinha, muito curiosa, perguntou:

– Foi você que fez o barulhinho que eu ouvi ainda há pouco, amigo caracol?

– Fui eu, sim, respondeu ele muito alegre. Às vezes eu gosto de falar

sozinho…. É que tenho este costume, sabe? Mas… Por que é que você me chamou

abelhinha?

– Eu? Ah! Veja só, caracol, não é que com a nossa conversa quase me

esqueço do que queria dizer?

– Pois então diga logo, minha amiga. Não faça cerimônia…

– Você costuma brincar com o neném? Perguntou a abelhinha.

O caracol respondeu:

– Brinco com ele sim, minha amiga. Mas no outro dia, fiquei muito zangado

com neném. Imagine que ele jogou os óculos da vovó pela janela. Os óculos caíram

no chão, lá no quintal.

– E a vovó? Quis logo saber a abelhinha.

– A vovó, respondeu o caracol, pediu à lavadeira que apanhasse os óculos.

A lavadeira procurou por todos os cantos do quintal e não achou nada. Os óculos

tinham desaparecido. Um verdadeiro mistério.

A abelhinha interrompeu o caracol para dizer:

– Óculos quebrados da vovó, no quintal… Depois sumiram? Mistério… É isso

mesmo! São os óculos que eu encontrei outro dia…

A abelhinha ficou com muita pena da vovó.

Ela chamou, então, três vezes a escova mágica. Na mesma hora a escova

apareceu.

– Que é que você quer de mim, abelhinha? Perguntou a escova.

_ Ah! Minha grande amiga! Suspirou a abelhinha. Você prometeu ajudar os

óculos quebrados, não foi? E disse que eles tinham de esperar um pouco. Acontece

que esses óculos agora mesmo, eu ficaria tão contente…

– Você é de fato uma boa abelhinha, falou muito satisfeita a escova

encantada. Por isso vou fazer o que você me pediu.

A escova disse, três vezes, a palavra mágica: QUADIDUVIVU. E logo

apareceram os óculos de Dona Julia, já consertados.

– Obrigada, obrigada! Agradeceu muito feliz a abelhinha.

A escova mágica tratou de ajeitar os óculos no nariz da vovó e foi embora,

porque ainda tinha o que fazer.

A abelhinha e o caracol ficaram calados.

De repente a abelhinha perguntou:

– Que é aquilo ali, caracol?

– Aquilo? Ah! Ah! Aquilo… Você não está vendo, abelhinha? É um brinquedo

do neném: a zebra ziguezague.

– Ziguezague?! Que nome engraçado! Disse a abelhinha.

– É que essa zebra é de corda e só anda fazendo ziguezague, explicou o

caracol. Vou mostrar a você como é, abelhinha.

O caracol deu um empurrão, de leve, na zebra. Ela ainda tinha um pouco de

corda e começou a andar em ziguezague, fazendo um barulhinho assim: z…

O professor emitirá o som do z, agindo como nas vezes anteriores.

A zebra Ziguezague andou, andou… Até a corda acabar.

Nessa ocasião a abelhinha, que estava olhando para outro brinquedo,

perguntou ao caracol:

– E aquele lá, quem é?

– Aquele?! Aquele é Xaveco, o boneco de molas mais travesso do mundo!

Lá no canto do quarto, Xaveco começou a pular, fazendo um som assim: x…

O professor emitirá o som do x, agindo como nas vezes anteriores.

Nisto o caracol avisou a abelhinha:

– O neném está choramingando. A vovó acaba de acordar.

– Caracol, veja só como a vovó ajeita os óculos no nariz, falou baixinho a

abelhinha. Ih! Agora ela começou a rir para o retrato do neném. Repare bem! Ela se

levantou caracol! Pra onde será que ela vai?

– Dona Julia está indo para o quarto do netinho, respondeu o caracol.

– Uf! Que susto que eu levei! Reclamou a abelhinha. O melhor é a gente ir

para o outro lado da sala. Nada de ficar na passagem, amigo caracol. É muito

perigoso!

Nessa hora, o neném choramingou de novo. Vovó pôs Xaveco perto dele,

na caminha azul e começou a dizer:

– Fique bem quietinho,

Xaveco endiabrado,

deixe o meu netinho

Dormir sossegado.

O professor poderá cantar com uma música de ninar, ou então recitar

esta quadrinha, levando as crianças a repeti-la.

Capítulo 6

Introdução dos sons: nh-ch-lh 

Apresentação da harpa.

  1. (nh)

A abelhinha e o caracol entraram no quarto do neném.

Ele estava dormindo na sua caminha azul.

A abelhinha foi logo perguntando o caracol:

– Como é o nome daquilo que está ali?

– É uma harpa de brinquedo, respondeu o caracol.

– Para que serve uma harpa? Tornou a perguntar a abelhinha.

– A harpa serve para tocar música, abelhinha! Ela é da família do violão.

Basta à gente puxar uma corda e pronto: ouve logo um som bonito.

– Como você é sabido, caracol! Eu nunca tinha visto uma harpa. Depois,

muito entusiasmada, a abelhinha gritou:

– Eu quero ouvir a harpa tocar! Eu quero ouvir agora mesmo!

A abelhinha fez uma algazarra tão grande que acordou o neném. A cama

dele era muito baixinha: ficava bem perto do chão. O neto de Dona Julia desceu da

cama devagarinho e começou a engatinhar, muito contente. Ele engatinhou até ficar

ao lado da harpa de brinquedo, assim:

O professor, em silêncio, escreverá no quadro o dígrafo nh.

Então, o neném puxou as cordas da harpa e os dois juntos, o neném e a

harpa, fizeram assim: nh…

O professor, aprontando o dígrafo escrito no quadro, pronunciará o som

correspondente, uma ou mais vezes.

Depois, levará as crianças a repetirem este som.

A abelhinha gostou tanto do som nh que começou a bater palmas.

O professor pedirá às crianças que repitam o som que o neném e a harpa

fizeram juntos.

Em seguida, mostrará os cartões do neném e da harpa (do alfabetário mural),

colocando-os um ao lado do outro e pedirá aos alunos que também batam

palmas para o neném e a harpa.

O neném ouviu as palmas da abelhinha. Largou a harpa e começou também

a bater palminhas.

Nesse instante todos escutaram o barulho dos chinelos da vovó. A

abelhinha e o caracol procuraram logo uma porta para sair. Eles tinham tanto medo

de levar uma pisadela…

Dona Julia entrou no quarto e viu o neném engatinhando. Com muito

carinho, a vovó pôs o neto no colo e foi passear com ele no jardim.

A harpa ficou esperando que o outro amigo aparecesse para brincar com

ela.

  1. (ch)

Um, dia, o caracol foi visitar o neném. Ele não estava no quarto. O caracol

viu a harpa de brinquedo e quis tocar uma música. O caracol ficou bem perto da

harpa, assim:

O professor, em silêncio, escreverá no quadro o dígrafo ch.

Então o caracol puxou as cordas da harpa e os dois juntos, o caracol e a

harpa, fizeram um som igual ao som do Xaveco, assim:

O professor, apontando o dígrafo escrito no quadro, emitirá o som

correspondente, levando as crianças a repeti-lo, uma ou mais vezes.

Nesse momento Xaveco apareceu na porta e reclamou:

– Não! Isto não! Este som é meu! Eu sou o dono dele. Não vou deixar

ninguém tomar o que é meu. Era só o que faltava… Não sei por que o caracol e a

harpa querem imitar o som que eu gosto de fazer. Por que será?

O caracol continuou puxando as cordas da harpa sem dar importância ao

boneco de mola. Parecia até que nem era com ele que Xaveco estava falando.

Então o boneco, muito zangado, disse ao caracol e à harpa:

– Acho melhor vocês pararem com já com este som. Eu não estou gostando

disso nem um pouquinho.

Nesse instante a abelhinha entrou no quarto do neném. Ela queria ver a

harpa mais uma vez. Ouviu as reclamações do boneco e falou com voz muito meiga:

– Calma Xaveco! Você não tem razão para fazer tanto barulho… Não é nada

do está pensando. Você quer me ouvir? Você vai compreender tudo, agora mesmo.

A delicadeza da abelhinha conseguiu logo acalmar o boneco de mola. Com

muito jeito, ela começou a explicar:

– Sabe de uma coisa, Xaveco? Quando o caracol e a harpa tocam juntos, os

dois fazem um som igual ao que você faz. É só isso! O caracol e a harpa não

querem tirar nada de ninguém. Pode ficar sossegado, meu amigo!

Nessa hora, o caracol puxou mais uma vez as cordas da harpa.

E qual foi o som que o caracol e a harpa fizeram juntos?

O professor apontando de novo o dígrafo escrito no quadro levará as

crianças a repetir o som correspondente.

O boneco de mola, nessa altura, já não estava mais aborrecido. Por isso,

ele pulou de alegria, bateu palmas e virou cambalhotas.

De repente… zás… Xaveco deu um pulo e saiu pela janela do quarto.

O caracol quis ver o que o boneco de molas estava fazendo lá fora. Largou

a harpa e saiu do quarto se arrastando.

O professor pedirá a opinião das crianças sobre o que Xaveco estaria

fazendo. Valorizará cada idéia apresentada dizendo que poderia mesmo ter sido

aquilo. Depois escolherá uma das idéias para terminar a historia, justificando

que Xaveco estava realmente fazendo isso.

Em seguida, continuará a leitura.

A harpa ficou, outra vez, esperando que um amigo aparecesse para brincar

com ela

III. (lh)

Uma vez, a escova encantada foi ao quarto do neném. A harpa estava

sozinha. A escova teve pena dela e pensou: “Eu preciso ajudar a minha amiga: Ah!

Já sei o que vou fazer…”

A escova repetiu, três vezes, a palavra mágica: QUADIDUVIVU.

No mesmo instante, apareceu ao lado da harpa uma caixa de papelão deste

tamanho, embrulhada num papel dourado.

A escova abriu a caixa e falou:

– Aqui está um presente. Amiga harpa! Eu acho que você vai gostar muito.

A escova mágica disse isto e foi embora. Então o presente começou a se

mexer: primeiro devagarinho, depois depressa… De repente, deu um pulo e zás…

saiu da caixa.

Que é que vocês pensam que a escova mágica deu de presente à harpa?

O professor, valendo-se da imaginação das crianças, levará aos alunos e

participarem da historia, incentivando-os a responder à pergunta, como na

vez anterior. Valorizará as idéias apresentadas dizendo que poderia mesmo

ter sido aquilo.

Em seguida continuará a história.

O presente era um lobo de brinquedo: um lobo de pelo bonito, olhos

brilhantes e língua vermelha.

O lobo ficou logo juntinho da harpa, assim:

O professor, silêncio, escreverá no quadro o dígrafo lh.

O lobo puxou as cordas da harpa e os dois juntos, o lobo e a harpa, fizeram

assim: lh…

O professor, apontando o dígrafo escrito no quadro, agirá como nas

vezes anteriores.

O lobo tocou harpa durante muito tempo.

De repente ele disse à harpa:

– Agora, vou descansar um pouco, minha amiga. Mais tarde eu brinco de

novo, esta bem?

O lobo entrou na caixa de papelão. E a harpa ficou quietinha esperando que

o lobo voltasse.



Capítulo 7

Apresentação da abelhinha com as novas asas.

Introdução dos sons: Ah! Oh!

Um dia, a abelhinha estava no jardim da casa de Dona Julia.

De repente ela ouviu um barulho. Parecia que o barulho vinha da janela do

quarto do neném. A abelhinha olhou para lá e ficou assustada. Quis falar e não

pôde. Quis correr e não saiu do lugar. Quis pedir ajuda e não viu ninguém. Quis

chamar a escova mágica e não conseguiu.

Que teria a abelhinha visto na janela do quarto do neném?

Se o professor desejar poderá, visando à participação das crianças, levá-las

a se manifestarem sobre o que a abelhinha teria visto na janela do quarto do

neném. Valorizará as idéias apresentadas, dizendo que poderia mesmo ter sido

aquilo o que a abelhinha viu.

Em seguida continuará a história.

O que a abelhinha viu foi à harpa de brinquedo. A harpa estava bem na

beira da janela.

“Que perigo!” pensou a abelhinha. “A harpa pode cair a qualquer momento.

Ela vai ficar em pedaços.”

Nisso o vento começou a balançar a harpa de um lado para o outro.

De repente o vento empurrou a harpa com tanta força que ela despencou da

janela.

A abelhinha fechou os olhos e sentiu seu coração bater assim: tuque-tuque,

tuque-tuque, tuque-tuque. As pernas da abelhinha começaram a tremer e a cabeça

a rodar, rodar… Cada vez mais aflita, a abelhinha pensou: “Não quero nem ver como

ficou minha amiga harpa. Ela deve estar toda espatifada. Que pena!”

A abelhinha não pôde resistir à curiosidade: foi abrindo os olhos

devagarinho, devagarinho… Primeiro abriu um olho, depois abriu o outro… Olhou

para o chão, olhou para o lado, olhou para frente e não viu a harpa, nem inteira, nem

quebrada. A abelhinha pensou: “Como é que a harpa pôde desaparecer assim? Que

coisa esquisita!… Eu tenho de descobrir o que foi que aconteceu.”

Nesse instante o vento soprou com mais força ainda. E a abelhinha tornou a

ouvir um barulho vinha de uma árvore, perto da janela do quarto do neném.

A abelhinha olhou para lá e… Sabe o que ela viu? A harpa pendurada num

galho de árvore, presa por uma das cordas. Estava cai… não cai…

A abelhinha via tudo lá do chão e queria ajudar a harpa. Mas a árvore era

tão alta…

Nesse instante a abelhinha quis tanto voar! Ela batia as asinhas… Mas só

tinha asas de um lado… Não saía do chão!

A abelhinha fechou os olhos e começou a pensar “Ah! Como seria bom se

as minhas asas já tivessem nascido!… Eu iria voando pra junto da harpa e garanto

que arranjava logo um jeito de socorrer minha amiga.”

Foi aí que a abelhinha ouviu três vezes: QUADIDUVIVU! Pensou logo: “A

escova mágica está aqui! Ela vai salvar a harpa.”

Nessa hora ela teve uma grande surpresa. Não é que ela, a abelhinha,

estava lá em cima, no galho da árvore, juntinho da harpa? Como é que tinha

chegado até ali? Ela não podia voar…

Justamente nesse momento, a abelhinha ouviu a escova mágica dizer:

– Você agora, abelhinha,

Tem tanto o que queria.

Mereceu bem este prêmio:

Voe, agora, voe todo dia.

O professor poderá recitar ou cantar a quadrinha, levando as crianças a

repeti-la.

Depois continuará a leitura.

Então a abelhinha entendeu tudo: já tinha quatro asas. Agora podia voar

para onde quisesse. A abelhinha quase chorou de alegria. Mas não levou o tempo

todo só pensando na sua felicidade. Lembrou-se também de que a harpa que estava

presa no galho da árvore.

A harpa deu um pulo e zás… Caiu num canteiro de folhagens macias. A

abelhinha foi pra lá voando… Voando… Que delícia!

A abelhinha olhou bem para a harpa e ficou muito espantada: a harpa não

estava quebrada, nem um pouquinho. Não tinha mesmo um arranhão.

Então a abelhinha, bem junto da harpa, fez assim: ah!

O professor escreverá, no quadro, a interjeição ah! E pronunciará, num

tom de surpresa, cheia de alegria, o seu respectivo som.

Fará uma pausa e, em seguida, apontando a palavra, perguntará às

crianças:

– Como foi mesmo que a abelhinha fez quando viu a harpa sem um

arranhão?

Após a resposta das crianças continuará a leitura.

A abelhinha estava muito feliz. Ela falava tão alto, fazia tanto barulho, que

chamou a atenção de indiozinho e dos óculos. Eles estavam brincando ali perto e

vieram depressa. Quiseram logo saber por que a abelhinha fazia aquela algazarra!

A abelhinha contou o que havia acontecido com a harpa, mas fez segredo

das asas novas. Ela queria que os amigos descobrissem sozinhos o motivo da sua

grande alegria.

Os óculos não podiam acreditar no que acabavam de ouvir. Resolveram ver

a harpa, bem de perto. E ficaram admirados: a harpa estava mesmo perfeita.

Então os óculos, juntinhos da harpa, fizeram assim: oh!

O professor escreverá, no quadro, a interjeição oh! E pronunciará, num tom de

admiração, o respectivo som.

Depois agirá de maneira idêntica à vez anterior.

Nessa hora a escova mágica anunciou:

– Vou dar, lá em casa, uma festa de arromba. Uma festa que vai durar três

dias e três noites!

Perto da harpa o ursinho e a minhoca disseram quase ao mesmo tempo:

– Hum… Será mesmo verdade?

O indiozinho quis logo saber:

– Festa? Por causa de quê?

A abelhinha achou que devia responder:

– Por minha causa, indiozinho. Quer ver uma coisa?

E, muito feliz, a abelhinha começou a voar em voltas dos amigos.

Foi quando o indiozinho gritou:

– Que maravilha! A abelhinha já pode voar minha gente!

A abelhinha, muito prosa, voava sem parar.

A escova olhou para a abelhinha e pensou: “Ela bem que merece esta

felicidade, bem que merece…”

Se o professor julgar oportuno, pedirá então às crianças que digam por

que a escova achou que a abelhinha mereceu ganhar asas. Deverá levá-las,

do modo mais natural possível, a citar as qualidades da abelhinha. Depois

continuará a leitura.



– O melhor é irmos andando, disse a escova mágica. Temos de preparar a

festa: arrumar a casa, fazer os doces, arranjar música. Vamos precisar que todos

ajudem e… Não podemos perder tempo.

O indiozinho disse logo:

– Pode contar comigo!…

Então a escova mágica falou:

– Vocês querem convidar os outros amigos? E pedir que eles venham

também ajudar? Essa festa tem que ser mesmo de arromba. Uma festa como

ninguém ainda viu. Uma festa para a abelhinha!

E então a abelhinha gritou:

– Esta festa é da escova também! Viva a escova!

O professor poderá levar as crianças a comemorar também o nascimento

das asas novas da abelhinha.

Fim

BIBLIOGRAFIA:

SILVA, Almira Sampaio Brasil da; PINHEIRO, Lúcia Marques; CARDOSO, Risoleta Ferreira. Método Misto de Ensino da Leitura e da Escrita e História da Abelhinha – Guia do Mestre. 7. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1973.

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